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Estudo aponta que caminhar durante a gravidez pode diminuir a necessidade de cesárea

O exercício físico aeróbico contribui para o parto normal e indica a quantidade de passos ideal a ser dada durante cada fase; confira

30 mai 2024 - 14h09
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Nenhuma atividade física é contraindicada durante a gravidez, porém há aquelas que beneficiam a vida das gestantes, e uma delas é andar. Um estudo descobriu que caminhar durante a gravidez, por certas distâncias, mas sempre respeitando seu limite, pode ajudar na hora do parto, de acordo com a divulgação da Agência Einstein. Entenda:

Você sabia que caminhar durante a gravidez contribui para o parto normal?
Você sabia que caminhar durante a gravidez contribui para o parto normal?
Foto: Getty Images/Povozniuk / Bons Fluidos

A pesquisa

Entre janeiro e julho de 2023, pesquisadores do Hospital Rambam Health Care Campus, de Israel, acompanharam 401 mulheres que estavam grávidas pela primeira vez e que queriam ter parto normal. Muitas delas conseguiram, e, segundo os especialistas, foi porque fizeram caminhadas.

Os passos contados foram calculados em momentos que decidiam caminhar com a finalidade de praticar atividade física. Porém, os momentos em que saíam para fazer uma compra à pé, ou até mesmo em instantes que optavam por usar a escada do prédio em vez do elevador, também eram inclusos na contagem.

Os resultados foram que aquelas que davam, em média, 3 mil passos por dia, usaram menos anestesias epidurais e tiveram menos complicações no pós-parto. As que conseguiram chegar a 2.829 passos por dia tiveram menos riscos de pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. Por fim, as gestantes que andaram 2.098 passadas diariamente tornaram-se mais propensas à cesárea do que as que contabilizaram 2.821, em média.

Intensidade dos exercícios

A pesquisa ressalta a importância de não ficar parada durante a gestação. Entretanto, os especialistas ouvidos pela Agência enfatizam sobre a importância de saber os limites. "Apesar de a pesquisa ter contabilizado de forma tão precisa o número de passos indicado para gestantes, o recomendado é que esse valor seja utilizado como uma média e que elas tenham consciência de que cada passo faz diferença. O mais importante é se manterem ativas", indica.

Apesar de tudo, os profissionais atestam que é possível tirar conclusões em relação às fases que se apresentam no decorrer da gravidez. "O segundo trimestre é o melhor para a prática de exercícios mais intensos. Pois, no primeiro, a grávida precisa ter um cuidado redobrado, já que acontece a maior parte da formação dos órgãos do feto. No terceiro, o feto está maior e a gestante pode sentir mais dor lombar, fase em que o ideal é que a intensidade seja moderada", alerta o ortopedista e traumatologista especializado em medicina do esporte Victor Matsudo.

Limites

O traumatologista ainda aponta que mais importante ainda é quando a mulher já sabe seu limite quando o assunto é treino. Se colocado em uma escala de 0 a 10, ela não pode ultrapassar o 6. Em outras palavras, "um bom parâmetro é que ela consiga conversar tranquilamente durante a prática. Além disso, é preciso ficar atenta para que a sua temperatura corporal não suba muito, o que, segundo alguns estudos, pode provocar a má-formação fetal".

O coordenador médico da obstetrícia e medicina do Hospital Israelita Albert Einstein, Romulo Negrini, finaliza: "Outro ponto importantíssimo é manter a frequência cardíaca abaixo de 140 batimentos por minuto, pois isso pode afetar o fluxo da placenta e consequentemente a nutrição do bebê".

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