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Doença de Parkinson: fisioterapia melhora o dia a dia do paciente

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson atinge 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo.

10 abr 2026 - 17h09
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Especialista afirma que exercícios de fisioterapia podem retardar a progressão do Parkinson e fortalecer o controle motor

A fisioterapia é uma aliada importante dos pacientes diagnosticados com Parkinson. Essa doença do sistema nervoso central afeta os movimentos. Segundo fisioterapeutas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, os exercícios ajudam a diminuir a progressão da doença e melhoram o controle motor, o equilíbrio e a flexibilidade muscular, além de reduzir o grau de comprometimento cognitivo.

Sessões de fisioterapia para pacientes de Parkinson são indicadas para preservar o equilíbrio e a flexibilidade muscular
Sessões de fisioterapia para pacientes de Parkinson são indicadas para preservar o equilíbrio e a flexibilidade muscular
Foto: FreePik / Revista Malu

A importância da fisioterapia no tratamento ganha mais evidência amanhã (11), em que se celebra o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. Além de degenerativa, essa doença é crônica e progressiva, causando tremores e perda do equilíbrio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson atinge cerca de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo. O diagnóstico começa com uma avaliação médica. Exames complementares auxiliam na identificação da doença.

O papel da fisioterapia

A partir do diagnóstico, o tratamento envolve a fisioterapia. Rivana Paula Dellanoce Dragone, fisioterapeuta do Iampse, explica que os protocolos são personalizados, de acordo com cada quadro clínico. "De modo geral, trabalhamos fortalecimento e flexibilidade muscular, além de treino de equilíbrio e marcha", explica. Ela frisa que são exercícios simples, capazes de auxiliar o paciente a realizar atividades de rotina, como segurar um copo pesado ou caminhar numa rua irregular.

Lentidão dos movimentos

Neurologista do Iamspe, José Oswaldo de Oliveira Júnior cita que o Parkinson não tem cura e que o início precoce do tratamento ajuda a retardar a diminuição da funcionalidade do paciente. "O principal critério para o diagnóstico é a lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia, associada a pelo menos um outro sintoma, como tremor em repouso ou rigidez física", diz. O especialista salienta que a avaliação do neurologista é essencial para o fechamento do diagnóstico.

Como é o tratamento

O tratamento do Parkinson combina acompanhamento neurológico com reabilitação física e terapia medicamentosa. A doença é comumente associada ao envelhecimento, mas também pode surgir em pacientes jovens.

Oliveira Júnior reforça que é importante estar atento a alterações no olfato, distúrbios do sono, constipação intestinal e sintomas depressivos, porque podem ser sintomas não motores do quadro, ou seja, sintomas diferentes daqueles que comprometem a mobilidade.

Edição: Fernanda Villas Bôas

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