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Exportações à China elevam preço da picanha e carnes em 2026

24 jun 2026 - 13h47
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Resumo
Em 2026, o preço da picanha e outros cortes de carne bovina subiram devido ao aumento das exportações para a China e à redução da oferta interna, além de questões climáticas. Apesar da Copa do Mundo, o consumo interno teve impacto menor nos preços. Especialistas preveem alívio temporário, mas tendência de alta até o fim do ano. 🥩📈

A picanha ficou mais cara em 2026. E não foi apenas esse corte. Diversos tipos de carne bovina registraram aumento de preço nos últimos meses. Isso impacta o bolso dos consumidores e deixando o churrasco da Copa do Mundo mais pesado.

Foto: Guia da Cozinha

Por trás dessa alta estão fatores que vão muito além da demanda dos torcedores.

Exportações em ritmo acelerado, oferta menor no mercado interno e até questões climáticas ajudam a explicar o cenário.

Por que a picanha ficou mais cara?

O principal motivo para a alta da picanha foi o aumento das exportações de carne bovina para a China.

Frigoríficos brasileiros aceleraram os embarques para aproveitar as cotas de exportação antes do encerramento do período de compras sem tarifas adicionais. Com mais carne sendo enviada ao exterior, sobrou menos produto para o mercado brasileiro.

Na prática, a oferta diminuiu e os preços subiram. Essa é uma regra básica da economia: quando há menos produto disponível e a demanda continua elevada, os valores tendem a aumentar.

Quais cortes tiveram os maiores aumentos?

Dados divulgados pelo IBGE mostram que todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros em maio:

  • A picanha registrou alta de 3,9% no mês.
  • O filé-mignon avançou 4,4%.
  • Já o peito teve aumento de 3%.
  • No acumulado de 2026, a situação também chama atenção.
  • A picanha acumula alta de 9,3%.
  • O peito já subiu 13,6%.
  • A capa de filé registra avanço de 11,8%.

Os números mostram que o aumento não está concentrado em apenas um corte.

A Copa do Mundo influenciou os preços?

Apesar do aumento do consumo durante a Copa, especialistas apontam que esse não foi o principal fator. Segundo analistas do setor, a redução da oferta teve impacto muito maior sobre os preços.

Além disso, o consumo das famílias continua limitado pelo orçamento apertado. O alto endividamento e a perda do poder de compra também reduzem a capacidade de consumo dos brasileiros.

Por isso, o avanço dos preços está mais ligado à oferta do que a uma explosão de demanda interna.

O que a China tem a ver com a alta da carne?

A China é o principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país cresceram 24% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Nesse intervalo, os chineses responderam por mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Esse movimento aumentou a concorrência pela produção nacional.

Como consequência, a disponibilidade de carne no mercado interno diminuiu.

Os preços podem cair nos próximos meses?

Existe a possibilidade de um alívio temporário.

Com o encerramento das cotas chinesas, a tendência é que o ritmo das exportações desacelere por um período. Isso pode aumentar a oferta de carne no Brasil e aliviar os preços no curto prazo.

Porém, essa redução provavelmente será passageira.

Por que a carne pode subir novamente até o fim do ano?

Alguns fatores preocupam o mercado. O primeiro é a retomada das compras chinesas nos próximos meses. O segundo é o aumento da demanda internacional, especialmente dos Estados Unidos.

Além disso, o fenômeno El Niño pode prejudicar as pastagens e reduzir a oferta de gado pronto para o abate.

Quando a produção diminui e a procura aumenta, os preços tendem a subir novamente.

A suspensão das compras pela Europa muda alguma coisa?

O impacto deve ser limitado. Atualmente, a União Europeia representa uma pequena parcela das exportações brasileiras de carne bovina.

Por isso, a suspensão das compras não deve provocar mudanças significativas nos preços internos.

Ainda assim, o bloco europeu continua sendo considerado um mercado importante para a imagem do setor.

Vale a pena esperar para comprar picanha?

Quem pretende fazer churrasco pode encontrar preços um pouco mais estáveis nos próximos meses. No entanto, a expectativa do mercado é de novas pressões sobre a carne bovina até o fim de 2026.

Por isso, acompanhar promoções e pesquisar antes da compra pode fazer diferença.

Enquanto isso, a picanha segue como uma das protagonistas da mesa dos brasileiros . E, claro, também é uma das maiores vítimas da alta dos preços neste ano.

Guia da Cozinha
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