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BLW, Bliss e mais: como fazer a introdução alimentar dos bebês

Nutricionista aponta os métodos e explica o que pode ou não pode ser oferecido às crianças no primeiro ano de vida

12 mai 2023 - 13h35
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Imagem meramente ilustrativa de um bebê saboreando a comida
Imagem meramente ilustrativa de um bebê saboreando a comida
Foto: FamVeld

Mães e pais de primeira viagem estão sempre descobrindo coisas novas sobre a alimentação das crianças. Em meio a isso, eles se deparam com uma série de informações e guias sobre como iniciar a introdução alimentar dos bebês e o que oferecer em cada fase de desenvolvimento das crianças.

Para tirar as principais dúvidas, o Terra conversou com a nutricionista Scheila Cristina. Especialista em Nutrição Clínica, ela lembrou que a recomendação geral é manter o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida do bebê. Quando algum fator impede ou limita a amamentação, os responsáveis podem recorrer às fórmulas infantis.

Após os seis meses, como iniciar a introdução alimentar das crianças?

Além da tradicional papinha, outros métodos difundidos são o BLW (Baby Led Weaning ou Desmame Guiado pelo Bebê na tradução em português), o BLISS (Baby Led Introduction to Solids ou Introdução de Alimentos Sólidos Guiada pelo Bebê) e o Participativo. Entenda as diferenças:

BLW

Os alimentos são cortados em tiras ou pequenos pedaços e servidos em um prato para que o bebê possa comer sozinho, com as próprias mãos. O propósito é incentivar o desenvolvimento da coordenação motora e a conexão com a comida.

BLISS

Trata-se de uma variação originada do BLW. O diferencial é o reforço na oferta de alimentos ricos em ferro e de maior densidade energética.

Participativa

Esse é o método que agrega a tradicional papinha, dada pelos responsáveis, ao BLW, em que o bebê tem mais autonomia. Ou seja, as refeições podem ser oferecidas tanto por um adulto, amassadas para que a criança possa ingeri-las, quanto em pedaços para que o bebê explore as porções, textura e sabor à vontade.

Imagem meramente ilustrativa de um bebê tomando papinha
Imagem meramente ilustrativa de um bebê tomando papinha
Foto: iStock

Como Scheila explica, o período após os seis meses de vida é o mais indicado para iniciar o processo porque o sistema digestivo do bebê estará mais preparado. "Além desse fator, [é quando] se começa a observar se a criança tem sinais de prontidão, como sentar sozinha e sustentação da cabeça e tronca, redução ou eliminação de protrusão, interesse pela alimentação, se segura os objetos com as mãos e realiza os movimentos da mastigação", elenca a nutricionista.

Quais alimentos devem ser ofertados nessa fase?

Segundo a profissional, o ideal é iniciar a introdução alimentar com carboidratos, que são fontes de energia para a criança crescer e se desenvolver. Leguminosas, como feijão, ervilha, lentilha e grão de bico, assim como verduras, legumes, frutas e proteínas também são indicados. A recomendação é equilibrar a refeição dos bebês com vitaminas, minerais e fibras.

Quais alimentos evitar?

Por outro lado, substâncias como açúcar, mel, café, frituras, salgadinhos e produtos enlatados não devem ser oferecidos às crianças nos primeiros anos de vida. Scheila ensina que os pais devem ter em mente que a alimentação das crianças precisa ser rica em nutrientes durante todo o desenvolvimento delas.

Fonte: Redação Terra Você
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