Frio aumenta risco de problemas cardíacos: saiba como se prevenir
Baixas temperaturas podem elevar a pressão arterial e aumentar o risco de infarto e AVC, principalmente em pessoas com fatores de risco
No inverno, o frio aumenta os riscos para a saúde do coração, podendo elevar a pressão arterial e sobrecarregar o sistema circulatório. Especialistas recomendam manter hábitos saudáveis, controlar a pressão, tomar os medicamentos corretamente e não ignorar sintomas como dor no peito e falta de ar. Prevenção é essencial! ❄️❤️
Com a chegada do inverno, muita gente passa a se preocupar com gripes, resfriados e outras doenças respiratórias. No entanto, as baixas temperaturas também merecem atenção quando o assunto é saúde cardiovascular. Isso porque o frio pode aumentar a pressão arterial, sobrecarregar o coração e elevar o risco de eventos graves, como infarto e AVC.
Segundo o Dr. Élcio Pires Junior, cirurgião cardiovascular e coordenador de cirurgia cardiovascular nos Hospitais da Rede D'Or e no Hospital Bom Clima de Guarulhos, pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, histórico de infarto, tabagismo ou doenças cardíacas pré-existentes precisam redobrar os cuidados nesta época do ano.
Como o frio afeta o coração?
Durante os dias mais frios, o organismo realiza um processo natural chamado vasoconstrição, que consiste na contração dos vasos sanguíneos para preservar o calor corporal.
"O frio provoca uma resposta natural do corpo, que é a contração dos vasos sanguíneos. Isso pode elevar a pressão arterial e aumentar o trabalho do coração. Para quem já tem hipertensão, doença coronariana, diabetes ou outros fatores de risco, esse período exige atenção maior", explica o médico.
Esse aumento da pressão arterial pode representar uma sobrecarga para o sistema circulatório, especialmente em pessoas que já apresentam alguma vulnerabilidade cardiovascular.
Quais sintomas não devem ser ignorados?
De acordo com o especialista, alguns sinais exigem avaliação médica imediata, pois podem indicar problemas cardiovasculares graves.
Entre eles estão:
- Dor ou pressão no peito;
- Falta de ar;
- Suor frio;
- Palpitações;
- Desmaios;
- Fraqueza súbita;
- Alterações na fala;
- Confusão mental;
- Perda de força em um lado do corpo.
"Muitas pessoas confundem sintomas cardíacos com mal-estar passageiro, ansiedade ou desconforto causado pelo frio. Dor no peito, falta de ar e sinais neurológicos súbitos nunca devem ser ignorados. Nesses casos, procurar atendimento rápido pode salvar vidas", alerta o cirurgião.
Hábitos que podem aumentar os riscos no inverno
Além da ação direta das baixas temperaturas sobre os vasos sanguíneos, alguns comportamentos comuns durante o inverno também podem prejudicar a saúde cardiovascular.
Entre eles estão:
- Redução da prática de exercícios físicos;
- Menor consumo de água;
- Alimentação mais calórica;
- Excesso de bebidas alcoólicas;
- Falta de controle da pressão arterial.
Por isso, manter hábitos saudáveis continua sendo fundamental mesmo nos dias mais frios.
Como proteger o coração durante o inverno?
O Dr. Élcio Pires Junior recomenda que a prevenção cardiovascular seja mantida ao longo de todo o ano, mas com atenção especial durante o inverno.
Algumas medidas importantes incluem:
- Manter o uso correto dos medicamentos prescritos;
- Realizar acompanhamento médico regularmente;
- Controlar a pressão arterial;
- Manter uma alimentação equilibrada;
- Não descuidar da hidratação;
- Praticar atividade física de forma segura;
- Evitar exposição prolongada ao frio intenso;
- Manter-se adequadamente agasalhado.
"O paciente não deve suspender remédios por conta própria nem relaxar no controle da pressão durante o inverno. A prevenção cardiovascular precisa ser contínua, mas nos meses frios alguns cuidados se tornam ainda mais importantes", reforça o Dr. Élcio.
Para idosos e pessoas com doenças cardiovasculares já diagnosticadas, a atenção deve ser ainda maior. Segundo o especialista, o frio pode funcionar como um gatilho para complicações em quem já possui o sistema cardiovascular mais vulnerável.
"O ideal é antecipar cuidados, manter o tratamento em dia e procurar assistência diante de qualquer sinal de alerta", conclui.
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