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Cuidando do coração: como encarar o frio, a Copa e as festas juninas

Cardiologista da Hapvida aponta que baixas temperaturas, emoções intensas e excessos alimentares podem aumentar os riscos de hipertensão, arritmia e até infarto.

12 jun 2026 - 20h34
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Resumo
Junho chegou com frio, Copa e festas juninas, e o coração sente! ❄️⚽ Com o clima gelado e as emoções das partidas, ele trabalha dobrado, ainda mais com os exageros alimentares típicos da temporada. Fique atento aos sinais e pratique o equilíbrio: dá para curtir as delícias e a diversão sem abrir mão da saúde! 🎉

"Aguenta, coração" virou quase um pedido literal neste mês de junho. O frio, os jogos e as festas juninas criam um combo que exige atenção. Nesse cenário, o coração precisa trabalhar mais do que o normal.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Segundo o cardiologista Gustavo Buosi, da Hapvida, o inverno já altera o organismo. Além disso, a emoção da Copa e os excessos alimentares aumentam os riscos. Por isso, o período pede mais equilíbrio.

Frio e coração: por que o risco aumenta

Quando as temperaturas caem, o corpo reage com mudanças importantes na circulação. Os vasos sanguíneos se contraem e a pressão tende a subir. Isso faz o coração trabalhar com mais esforço.

De acordo com Buosi, estudos mostram aumento de eventos cardiovasculares no frio. A liberação de adrenalina também contribui para esse cenário. Como resultado, a frequência cardíaca pode subir.

Esse esforço extra nem sempre é percebido de imediato. Muitas pessoas associam o frio apenas ao desconforto térmico. No entanto, o impacto cardiovascular pode ser silencioso.

Quem já tem doenças cardíacas precisa redobrar a atenção nessa época. O inverno pode agravar quadros já existentes. Por isso, seguir o tratamento é fundamental.

Emoção da Copa também pesa no coração

Além do frio, os jogos da Seleção mexem com as emoções. A tensão de uma partida pode alterar o funcionamento do organismo. Isso também afeta o coração.

Durante momentos de expectativa, o corpo libera adrenalina e noradrenalina. Esses hormônios aumentam a pressão e a demanda de oxigênio. Em pessoas saudáveis, a reação costuma ser bem tolerada.

O problema aparece em quem já tem doenças cardiovasculares descontroladas. Nessas situações, a emoção pode virar gatilho para crises. Isso inclui arritmias e picos de pressão.

Em casos mais raros, o estresse emocional também pode contribuir para infarto. Por isso, o cardiologista recomenda cautela. Manter o tratamento em dia faz diferença.

O prato da festa também entra no jogo

Não é só a emoção que impacta o coração durante esse período. As festas juninas e os encontros de Copa costumam trazer exageros. Churrasco, frituras e bebidas alcoólicas entram no cardápio.

Segundo o cardiologista, o álcool reduz o autocontrole e aumenta a fome. Isso favorece o consumo excessivo de calorias. Com o tempo, esse hábito pesa na saúde cardiovascular.

Além disso, alimentos muito gordurosos e ultraprocessados elevam outros riscos. O excesso de sal, por exemplo, contribui para pressão alta. Já o ganho de peso afeta o organismo como um todo.

Na época junina, o cuidado precisa ser ainda maior. Salsichão, embutidos, doces e bebidas típicas merecem moderação. O excesso de açúcar e álcool não passa despercebido pelo corpo.

Alimentos e bebidas que pedem moderação

Entre os itens que exigem atenção estão paçoca, pé de moleque e cocada. A maçã do amor também concentra bastante açúcar. Esses alimentos, embora tradicionais, devem ser consumidos com equilíbrio.

O quentão e o vinho quente também entram na lista de alerta. A combinação de álcool e açúcar pode pesar bastante. Em excesso, isso sobrecarrega o coração.

Já os embutidos, como salsichão, são ricos em sódio. Isso pode elevar a pressão arterial e reter líquidos. Para quem já tem risco cardiovascular, o cuidado precisa ser maior.

Isso não significa cortar tudo da celebração. A ideia é ajustar as porções e escolher melhor. Pequenas trocas já ajudam bastante.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Nem todo problema no coração começa com dor forte no peito. Muitos sintomas aparecem de forma discreta e podem ser confundidos. Isso vale especialmente para mulheres, idosos e diabéticos.

Entre os sinais de alerta estão falta de ar e cansaço sem explicação. Pressão no peito, palpitações e tontura também merecem atenção. Esses sinais não devem ser normalizados.

Desmaios, inchaço nas pernas e queda da capacidade física também preocupam. Muitas pessoas ignoram esses sintomas por acharem que não são graves. No entanto, eles podem indicar algo sério.

Buscar ajuda cedo aumenta as chances de controle. O corpo costuma avisar antes de um evento maior. Por isso, a atenção aos sinais é essencial.

Checklist: como proteger o coração na temporada

  • Modere o consumo de álcool.

  • Prefira carnes magras e reduza frituras.

  • Mantenha a hidratação mesmo no frio.

  • Controle o consumo de doces juninos.

  • Durma bem após festas e jogos.

  • Siga os tratamentos médicos corretamente.

Como curtir sem exagerar

A boa notícia é que não é preciso abrir mão das festas. Também não é necessário deixar de assistir aos jogos. O segredo está no equilíbrio.

O cardiologista reforça que o coração sofre mais com excessos repetidos. Um evento isolado costuma ter menos impacto. O problema está na repetição de hábitos prejudiciais.

Por isso, vale planejar melhor os encontros e as celebrações. Comer com moderação e beber com cuidado já ajuda muito. A saúde agradece.

Além disso, praticar atividade física e manter o sono em dia fazem diferença. Esses hábitos ajudam o organismo a lidar melhor com a rotina. O corpo responde mais bem quando há equilíbrio.

Coração pede atenção, não susto

Junho mistura frio, emoção e comida boa em um só pacote. Isso torna a temporada prazerosa, mas também exige consciência. O coração sente o impacto desse conjunto.

Com pequenos ajustes, dá para aproveitar tudo com mais segurança. O ideal é evitar exageros e respeitar os sinais do corpo. Assim, a celebração fica mais leve.

No fim, o melhor é curtir a festa sem abrir mão da saúde. Equilíbrio é a palavra-chave para atravessar o mês sem sustos. E o coração agradece.

Saúde em Dia
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