Alguns especialistas acreditam que comer uma mistura de frutos secos "faz bem à saúde do cérebro". A ciência tem algo a dizer sobre isso
As nozes podem servir de alimento para nossa microbiota intestinal, e isso pode ajudar nosso cérebro a envelhecer melhor
Uma recomendação nutricional antiga é consumir um punhado de nozes por dia para manter uma boa saúde a longo prazo. Contudo, especialistas ressaltam que não basta comer nozes ou amêndoas separadamente; o importante é consumir uma variedade de oleaginosas para prevenir o declínio cognitivo.
Cada vez mais vozes se juntam ao coro. Isso é comprovado pelo epidemiologista genético e especialista em microbioma Tim Spector, que afirmou categoricamente que "a melhor maneira de cuidar da saúde do cérebro é comer uma variedade de nozes". O problema é que, do ponto de vista científico, embora existam evidências que apoiem essa ideia, há quem discorde e não as considere uma forma infalível de prevenir a neurodegeneração.
Já foi estudado
Para entender como um pistache ou uma avelã podem afetar nossa memória, precisamos primeiro analisar o intestino. Uma revisão sistemática abrangente, publicada em 2024 na revista Signal Transduction and Targeted Therapy, detalha como a microbiota intestinal não apenas digere os alimentos, mas também regula as funções das células da glia no cérebro, tornando-se um alvo terapêutico potencial para doenças neurodegenerativas. E com razão, pois as células da glia atuam como o sistema de defesa do nosso cérebro.
Como funciona
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