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Sol nas partes íntimas faz bem ou é perigoso? Médicos respondem

Nas redes sociais, a tendência, chamada de perineum sunning, é divulgada como uma estratégia para aumentar a produção de vitamina D e de testosterona

4 mar 2026 - 17h09
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Se você acompanha influenciadores de vida saudável e bem-estar, provavelmente já reparou em uma tendência que voltou a viralizar: o perineum sunning, ou sol no períneo. A prática consiste em expor as partes íntimas ao sol sob a promessa de aumentar os níveis de vitamina D e até a produção de outros hormônios, como a testosterona. Mas, afinal, essa moda é realmente benéfica?

Nas redes sociais, a prática de tomar sol nas partes íntimas é divulgada como uma estratégia para elevar a produção de hormônios
Nas redes sociais, a prática de tomar sol nas partes íntimas é divulgada como uma estratégia para elevar a produção de hormônios
Foto: Canva Equipes/Narcisa Olteanu's Images / Bons Fluidos

Devo tomar sol nas partes íntimas?

É consenso nos consultórios médicos que a exposição diária aos raios UVB auxilia na regulação hormonal e beneficia a saúde óssea e o sistema imunológico. Entretanto, não há evidências científicas que vinculem esses ganhos especificamente ao banho de sol na região do períneo. Pelo contrário: especialistas alertam para os riscos da prática, seja tanto no caso do público masculino quanto do feminino.

Em seu perfil no Instagram, o urologista Rodrigo Trivilato, inclusive, desmente a teoria do aumento de testosterona e explica por que os homens devem evitar o perineum sunning. "O testículo funciona melhor em temperatura mais baixa que o corpo. Portanto, o excesso de calor na bolsa escrotal pode prejudicar a função testicular', alertou.

De acordo com o dermatologista André Marinho, o hábito também é contraindicado para mulheres, pois "a pele da genitália feminina é extremamente delicada e sensível, diferente de outras partes do corpo, como as costas ou as solas dos pés, que possuem um tecido mais espesso e resistente à radiação solar". A exposição direta, então, pode causar irritações, queimaduras, manchas e, em casos mais graves, até aumentar o risco de flacidez e câncer de pele.

Por isso, para elevar os níveis de vitamina D e, consequentemente, de testosterona, os profissionais recomendam caminhadas ao ar livre por pelo menos 20 minutos. O banho de sol tradicional também é indicado. No entanto, é fundamental o uso adequado de protetor solar em ambos os casos. Além disso, outros hábitos ajudam na regulação hormonal, como uma alimentação equilibrada e uma boa qualidade de sono.

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Um post compartilhado por Dermatologista Brasília (@drandremarinho)

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