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Priscila Sol abre o coração sobre síndrome do ninho vazio: 'Não desejo que ninguém sofra o que eu sofri'

Atriz se inspirou nos sentimentos vividos após o filho deixar a casa para criar uma websérie sobre os desafios do "ninho vazio"

1 out 2026 - 13h08
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Resumo
A atriz Priscila Sol desabafou sobre a dor provocada pela síndrome do ninho vazio após a saída de seu filho, Vitor, de 23 anos, da casa da família. Descrevendo a transição para se tornar mãe de adulto como seu maior desafio materno, ela transformou os sentimentos de solidão e perda na websérie "Voa, filho! Mas manda a localização". Apesar do sofrimento com a independência do jovem, Priscila celebra o vínculo aberto construído com ele e se orgulha de ter criado um homem maduro para o mundo.

A saída dos filhos de casa costuma representar uma conquista de independência, mas também pode provocar uma mudança emocional importante para quem passou anos com a rotina ligada à maternidade. Para Priscila Sol, de 46 anos, esse momento foi especialmente difícil. A atriz contou que sofreu com a chamada síndrome do ninho vazio quando Vitor Abate, hoje com 23 anos, decidiu morar sozinho.

Priscila Sol fala sobre a síndrome do ninho vazio e revela como a relação com o filho inspirou sua nova websérie
Priscila Sol fala sobre a síndrome do ninho vazio e revela como a relação com o filho inspirou sua nova websérie
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

A experiência acabou se tornando o ponto de partida para Voa, filho! Mas manda a localização, websérie vertical idealizada pela própria atriz e que aborda os desafios de uma mãe diante da chegada do filho à vida adulta.

"Passei pela síndrome do ninho vazio quando meu filho foi morar sozinho. Muito se fala sobre mães de crianças e mães de adolescentes, mas o maior desafio da maternidade foi ter me tornado mãe de adulto. A síndrome do ninho vazio não se compara ao puerpério. Não desejo que ninguém sofra o que eu sofri quando meu filho saiu de casa", afirmou em entrevista exclusiva para Quem.

Síndrome do ninho vazio inspirou novo projeto

Foi justamente a intensidade desse período que levou Priscila a transformar a experiência em inspiração para a ficção. Embora a história não reproduza sua vida pessoal, a sensação provocada pela saída de Vitor de casa ajudou a construir o argumento da produção.

"O projeto tem argumento meu. Estamos com um piloto de cinco episódios gravados. É uma história que mostra a vida de uma mãe depois que filho decide sair de casa. Ela não sabe o que fazer com a vida dela", explicou.

A chamada síndrome do ninho vazio não é considerada uma doença ou um diagnóstico clínico. O termo é usado para descrever sentimentos como tristeza, solidão, saudade e sensação de perda que podem aparecer quando os filhos deixam a casa da família. Para alguns pais, a mudança também exige uma reorganização da rotina e da própria identidade depois de anos dedicados intensamente aos cuidados com os filhos.

No relato de Priscila, essa transição ganhou ainda mais peso por acontecer justamente em uma fase pouco discutida da maternidade: o momento em que o filho já é adulto e passa a construir uma vida independente.

Quando os filhos começam a seguir o próprio caminho

A separação entre mãe e filho, porém, não aconteceu de uma hora para outra. Quando tinha 20 anos, Vitor passou cerca de um ano e meio no Canadá durante um intercâmbio. Ao retornar, encontrou a mãe vivendo um relacionamento com um homem mais jovem, situação que trouxe uma nova dinâmica para a família.

"Aos 20, ele saiu para fazer intercâmbio e ficou um ano e meio no Canadá. Quando ele voltou, eu estava no meio de um relacionamento com um cara bem mais jovem do que eu. Isso pegou para o Vitor. Ele não era contra o relacionamento, mas disse que não sabia lidar. Achei lindo da parte dele expressar isso. Ao mesmo tempo, eu não queria terminar um relacionamento porque meu filho queria", contou a atriz, que atualmente está solteira.

Priscila afirma que sempre buscou construir essa abertura dentro de casa. Desde cedo, procurou conversar com Vitor sobre temas considerados difíceis, além de tentar conhecer os interesses do filho sem impor os próprios gostos. "Sempre quis conhecer os gostos dele, sem impor. Desde cedo, falei de assuntos difíceis com ele. Sempre falei com ele sobre drogas, maconha, sexo…", afirmou.

"Sinto que zerei o game"

Hoje, Priscila fala com orgulho sobre o adulto que ajudou a formar. Para ela, mais importante do que encontrar o parceiro ideal foi perceber que criou um homem capaz de construir, no futuro, uma relação saudável com outra pessoa.

"Até hoje, não encontrei um parceiro para o fim da minha vida - um homem com quem eu tenha uma relação de amizade, de parceria sexual e tudo mais -, mas criei um menino que vai ser isso para alguém. Melhor do que encontrar um cara foi ter criado um filho que vai ser bacana para uma mulher. Sinto que zerei o game", declarou.

Vitor é fruto do antigo relacionamento da atriz com Kauê Abate. Os dois se separaram antes de o filho completar 3 anos, mas, segundo Priscila, mantiveram uma relação de amizade ao longo dos anos.

Bons Fluidos
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