O tempo está passando mais rápido ou nós que mudamos a forma que vivemos?
Preencher cada segundo de silêncio com telas e fones de ouvido está nos tirando o prazer de viver o momento presente
Quem nunca teve aquela sensação de que o tempo voa, está passando rápido demais, e falou que o dia nem parece mais ter 24 horas? Eu mesma já disse isso — e não foram poucas as vezes. Porém, recentemente, um texto me pegou de surpresa e fez questão de alugar um espaço na minha mente. Apesar de eu não saber de quem é a autoria, as palavras lidas na voz de um rapaz me encontraram em um momento passado justamente da forma que o responsável critica: passeando entre vários posts das redes sociais em vez de aproveitar para fazer nada no domingo.
O tempo voa ou nós que não estamos aproveitando?
Achei que você também merecia se encontrar com esta reflexão, então a trouxe para cá. Primeiramente, ele inicia indagando o fato de que não fazemos mais nada se não estivermos cumprindo outra ação. "Caminhamos ouvindo podcast, cozinhamos escutando música. Enquanto esperamos o café ficar pronto, pegamos o celular e começamos a deslizar por infinitas versões de vida de outras pessoas. No caminho de volta para casa, assistimos a uma série ao invés de observar o mundo passando pela nossa janela. Sempre existe alguma coisa para preencher o silêncio".
E assim, vamos perdendo os pequenos mas valiosos instantes. Antigamente, o tédio era apreciado, o livro tinha toda a atenção do mundo só para o que estava dizendo, os momentos em família se resumiam às conversas leves que distraíam a mente. Não existiam telas de celulares para nos dispersar. Assim, o texto nos traz de volta à nossa impressão. Hoje, não notamos mais os detalhes. "Estamos tão ocupados cobrindo cada momento com distrações, que raramente vivemos por completo, e talvez esta seja a tragédia silenciosa do nosso tempo. Não é que a vida esteja passando rápido demais, mas é que raramente estamos presentes o suficiente para senti-la enquanto acontece".
Como desacelerar o relógio e viver com mais intensidade
Por fim, então, a proposta que deixo para mim e para você é vivermos com intensidade todos os instantes. Tente não se apegar a uma segunda atividade. Enquanto estiver assistindo a um filme, não pegue o celular. Quando estiver focado em um afazer do trabalho, não coloque um vídeo para ouvir. E nos momentos que contar com a presença de quem ama, não mexa nas redes sociais. Prestemos atenção aos detalhes: uma borboleta que voa pela janela, o som de um passarinho, alguma frase marcante dita em uma conversa enquanto você estava em um restaurante. Vamos viver mais presentes e, quem sabe assim, o tempo não passe mais devagar?
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