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Dia do Sono: 76,8% dos jovens dormem menos que o ideal; veja dicas melhorar o descanso

Especialmente na adolescência, o sono é importante para prevenir problemas emocionais, como ansiedade e depressão, além de auxiliar no bom funcionamento do organismo

13 mar 2026 - 20h21
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Jovens precisam ter entre oito e 10 horas de sono por noite não somente para ter disposição no dia a dia, como para preservar a saúde, principalmente a do cérebro a longo prazo. Um estudo recente, publicado na revista científica JAMA, contudo, revelou que 76,8% dos adolescentes dormem apenas sete horas e, em alguns casos, até menos.

Especialmente nessa fase de desenvolvimento, o sono é importante para prevenir problemas emocionais, como ansiedade e depressão
Especialmente nessa fase de desenvolvimento, o sono é importante para prevenir problemas emocionais, como ansiedade e depressão
Foto: Getty Images Signature/Andrii Lysenko / Bons Fluidos

Hábitos prejudiciais ao sono

A pesquisa analisou informações de mais de 120 mil jovens, coletadas entre 2007 e 2023. Entre os dados avaliados estavam, por exemplo, nível de escolaridade, sexo e raça. Além disso, os pesquisadores compararam hábitos relacionados à saúde física e emocional, como ocorrência de bullying, sintomas psicológicos, tabagismo, consumo de álcool e uso de redes sociais.

Dessa forma, os pesquisadores identificaram que mais da metade dos voluntários apresentava sono insuficiente, ou seja, dormia apenas sete horas por noite. De acordo com o estudo, a proporção de jovens com dificuldades para descansar aumentou de 68,9% para 76,8% ao longo de um período de 16 anos nos Estados Unidos. Ademais, cerca de 23% dos estudantes repousam por cinco horas ou menos.

"A privação de sono entre adolescentes é um problema crescente de saúde pública, porque a maioria dos jovens adultos simplesmente não está dormindo o suficiente. Às vezes, nos concentramos na qualidade do sono das crianças pequenas, mas esquecemos que o cérebro e o corpo dos adolescentes também estão em desenvolvimento", apontou a médica especializada Ellen Selkie, em um artigo da Universidade de Michigan. 

Riscos e dicas para dormir melhor

Segundo a profissional, especialmente nessa fase da vida, a falta de descanso adequado pode afetar os sistemas imunológico e nervoso, além de desregular funções vitais para o bom funcionamento do organismo. Com isso, aumenta o risco de diabetes, distúrbios metabólicos e transtornos mentais, como ansiedade e depressão, impactando também o desempenho escolar e as relações sociais.

Para evitar essas complicações e melhorar a qualidade do sono, Selkie sugere começar reduzindo o contato com dispositivos eletrônicos durante a noite. Uma estratégia é, na hora de dormir, deixá-los carregando em outro cômodo ou sob supervisão dos pais. Outra dica é definir um horário regular para dormir e acordar, o que ajuda a regular o ritmo circadiano, conhecido como relógio biológico. Evitar cochilos durante o dia também contribui para ajustar o descanso, assim como não procrastinar atividades. Isso pode aumentar o estresse e manter o cérebro em estado de alerta.

Ainda é importante reduzir o consumo de cafeína a partir do final da tarde e criar um ambiente propício ao descanso, sem estímulos. Por fim, se a falta de sono persistir mesmo após mudanças de hábitos, Ellen Selkie recomenda buscar atendimento especializado, pois o problema pode estar relacionado a alguma condição médica subjacente, como depressão ou apneia do sono.

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