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Agamia, tolyamor e mais: conheça novos modelos de relacionamento

De amores sem rótulos a casais que vivem em casas separadas, novas formas de se relacionar mostram como as gerações mais jovens estão reinventando o amor

23 out 2025 - 17h39
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O amor moderno não cabe mais em moldes fixos. Nas últimas décadas, o conceito de relacionamento passou por uma revolução silenciosa, especialmente entre millennials e integrantes da geração Z, que têm questionado as regras tradicionais do amor romântico, do casamento e até da convivência. Hoje, vínculos mais fluidos, com diferentes níveis de intimidade, liberdade e compromisso, ganham espaço. Entre os conceitos que simbolizam essa transformação estão a agamia, tolyamor, hipergamia feminina e os casais LAT - cada um deles representando uma nova forma de viver (ou não viver) o amor em tempos hiperconectados e individualistas.

Agamia, tolyamor, hipergamia e casais LAT: descubra como os novos modelos de relacionamento estão transformando o amor contemporâneo
Agamia, tolyamor, hipergamia e casais LAT: descubra como os novos modelos de relacionamento estão transformando o amor contemporâneo
Foto: Reprodução: Canva/oleksandranaumenko / Bons Fluidos

Agamia: o amor sem a obrigação da união

A agamia propõe uma ruptura com o modelo tradicional de relacionamento. O termo vem do grego "a" (negação) e "gamos" (casamento ou união), e se refere a pessoas que preferem não se vincular romanticamente ou legalmente - muitas vezes, também optando por não ter filhos.

Essa escolha reflete novas prioridades. Jovens de hoje buscam mais autonomia, desenvolvimento pessoal e sustentabilidade do que a estabilidade conjugal. E os números confirmam a tendência: segundo o IBGE, o Brasil tem 81 milhões de solteiros, frente a 63 milhões de casados - e os registros formais de casamento ainda não voltaram aos níveis anteriores à pandemia.

Casais LAT: juntos, mas em casas diferentes

Outro modelo que cresce no mundo é o dos casais LAT (Living Apart Together, ou "vivendo separados juntos"). Nessa configuração, os parceiros mantêm uma relação íntima e estável, mas escolhem viver em lares diferentes - às vezes no mesmo bairro, às vezes até em países distintos. A modalidade é popular na Europa e na América do Norte, especialmente entre jovens adultos. Na França, 10% dos casais vivem assim; na Espanha, 8%. O formato oferece uma solução para quem valoriza a autonomia sem abrir mão do amor. 

Hipergamia: o amor que busca evolução

A hipergamia é o envolvimento com alguém de status social, econômico ou de poder superior. Pesquisas apontam que quase metade dos americanos (47%) vê o modelo de forma positiva. E o fenômeno vem crescendo também na China, impulsionado pelo alto custo de vida e pelas desigualdades de gênero que ainda persistem.

Tolyamor: tolerar para continuar

O termo tolyamor, criado pelo podcaster Dan Savage, combina "tolerância" e "poliamor". Diferente do poliamor tradicional, que se baseia em diálogo e transparência, o tolyamor descreve relações monogâmicas nas quais um ou ambos os parceiros escolhem ignorar traições ou vínculos paralelos para preservar a relação principal. Na prática, o tolyamor pode surgir como estratégia de convivência, especialmente em casamentos longos em que há filhos, afeto e parceria. 

O amor na era da liberdade emocional

Essas novas configurações mostram que o amor contemporâneo está menos ligado à posse e mais à autonomia emocional. A geração que cresceu com a internet, a globalização e o discurso da individualidade aprendeu que estar junto não precisa significar viver sob o mesmo teto, nem seguir o mesmo roteiro. No fim, o que esses modelos revelam é uma tentativa de conciliar afeto e liberdade.

Bons Fluidos
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