Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

A raiva reprimida pode desencadear doenças dermatológicas

A pele fala o que a boca cala

6 abr 2026 - 13h54
Compartilhar
Exibir comentários

Especialista explica por que emoções não elaboradas podem se manifestar no corpo e alerta para sinais que vão além da estética

Você já percebeu que sua pele piora em momentos difíceis? Mais do que coincidência, isso pode ser um sinal claro do corpo. A raiva reprimida, o estresse acumulado e emoções não elaboradas podem desencadear ou agravar alterações cutâneas, e esse fenômeno é mais comum do que se imagina. De acordo com a dermatologista Paula Sian Lopes, a pele é um dos principais órgãos de expressão do que acontece internamente no organismo. "Muitas dessas condições não têm apenas origem física. Elas são, em grande parte, manifestações de um desequilíbrio emocional".

Foto: Fernando Mucci / Revista Malu

Um caso recente atendido pela médica ilustra bem essa relação. A paciente chegou ao consultório com um quadro intenso de dermatite seborreica no rosto, persistente há mais de um ano. Ao investigar o histórico, surgiram eventos marcantes: separação, perda do emprego e a morte do animal de estimação, tudo em um curto espaço de tempo. "Ela não dormia bem, tinha sintomas gastrointestinais, dores de cabeça, alterações hormonais e, principalmente, não conseguia expressar o que sentia. Era uma paciente que engolia a própria raiva para manter uma postura de 'estar bem' o tempo todo", relata.

Segundo a dermatologista, esse padrão é mais comum do que parece. Emoções reprimidas geram um estado inflamatório no organismo e podem se manifestar diretamente na pele. "Quando a pessoa não elabora emoções como raiva, frustração ou mágoa, isso não desaparece. O corpo encontra uma forma de manifestar e, muitas vezes, essa via é a pele".

A RELAÇÃO ENTRE EMOÇÕES E PELE

A dermatologia moderna já reconhece que a pele está diretamente conectada ao sistema nervoso, o que explica por que fatores emocionais impactam tanto a saúde dermatológica. Situações de estresse, por exemplo, aumentam a liberação de hormônios inflamatórios, como o cortisol, que podem desencadear ou piorar quadros como acne, dermatite, rosácea e psoríase. "A pele é um reflexo do nosso estado interno. No consultório, é muito comum observar doenças que surgem ou se intensificam em momentos de sobrecarga emocional", explica.

Diferentes estados emocionais também podem gerar manifestações físicas, como:

  • Raiva reprimida: inflamações persistentes, dermatites, dores de cabeça pulsáteis;
  • Preocupação excessiva: inchaço, alterações intestinais e sensação de peso no corpo;
  • Tristeza profunda: queda de cabelo, baixa imunidade e aspecto opaco da pele.

"O corpo dá sinais o tempo todo, mas, na maioria das vezes, as pessoas os ignoram até que se transformem em doença", alerta a médica. Para ela, um dos maiores erros é tratar apenas o sintoma visível. "Passar creme sem olhar para o que está acontecendo internamente é tratar a consequência, não a causa. Muitas vezes o quadro melhora e depois volta", afirma.

Por isso, a abordagem ideal deve ser integrativa, considerando não apenas os cuidados cutâneos, mas também aspectos como sono, alimentação, saúde emocional e qualidade de vida. "Observar padrões é essencial. Quando há piora em momentos de estresse, ansiedade ou conflitos, pode ser um sinal de que o organismo precisa de atenção. A pele não é só estética, ela é comunicação. Aprender a escutá-la pode evitar que questões emocionais evoluam para quadros mais complexos", finaliza.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra