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Comer quando está doente ajuda mesmo na imunidade? Estudo responde

Pesquisa mostra que o organismo entra em um estado metabólico que pode fortalecer a resposta das células de defesa após as refeições

3 mai 2026 - 11h21
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Você provavelmente já escutou que é importante comer bem quando está doente, não é mesmo? Mas agora, a ciência consegue explicar melhor o por quê. Um estudo recente publicado na revista Nature sugere que o simples ato de se alimentar pode gerar um efeito imediato no organismo: após uma refeição, o corpo entra em um estado metabólico que pode deixar as células de defesa mais preparadas para agir.

Estudo revela que comer pode melhorar temporariamente a resposta do sistema imunológico; entenda como a alimentação influencia
Estudo revela que comer pode melhorar temporariamente a resposta do sistema imunológico; entenda como a alimentação influencia
Foto: Reprodução: Canva/Image Professionals GmbH / Bons Fluidos

O que acontece com o sistema imunológico depois de comer

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, observaram que células do sistema imunológico chamadas linfócitos T - responsáveis por combater vírus, bactérias e até células tumorais - se tornam mais eficientes após a alimentação.

Ao comparar amostras de sangue coletadas antes e depois das refeições, os cientistas perceberam que, algumas horas após comer, essas células apresentavam mais energia disponível e respondiam de forma mais rápida quando ativadas.

Esse "preparo metabólico" é importante porque permite que o corpo reaja com mais agilidade diante de uma possível infecção.

Energia para defender o organismo

Nos testes, o efeito não apareceu apenas em humanos, mas também em experimentos com animais. Em alguns casos, essa vantagem funcional das células de defesa chegou a durar dias. Os pesquisadores identificaram que parte desse benefício está relacionada às gorduras que circulam no sangue após a alimentação. 

Essas substâncias são transportadas por estruturas chamadas quilomícrons e podem ser utilizadas diretamente pelas células imunológicas como fonte de energia.

Curiosamente, o estudo mostrou que essa melhora não está ligada a mudanças no DNA das células, mas sim ao aumento da produção de proteínas - um processo essencial para que elas funcionem melhor.

Apesar dos resultados chamarem atenção, especialistas fazem um alerta importante: isso não significa que comer em excesso vai fortalecer a imunidade. O efeito observado é temporário e está relacionado ao momento logo após a refeição, não a um aumento contínuo da proteção do organismo.

O que isso muda na prática?

A pesquisa ajuda a reforçar a ideia de que a alimentação tem um papel direto no funcionamento do corpo, inclusive na forma como ele reage a doenças.

Mais do que quantidade, o que parece fazer diferença é manter uma rotina alimentar equilibrada, que ofereça energia e nutrientes suficientes para que o sistema imunológico funcione adequadamente.

Além disso, os cientistas apontam que essa descoberta pode, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de terapias que utilizam células de defesa, como alguns tratamentos contra o câncer.

Um cuidado simples que faz diferença

Se ainda não existe uma regra definitiva sobre como usar esse efeito a favor da saúde, uma coisa já é clara: alimentar-se bem continua sendo um dos pilares do cuidado com o corpo. Especialmente em momentos de fragilidade, como durante uma doença, oferecer energia ao organismo pode ser mais importante do que parece.

Bons Fluidos
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