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Casos de Febre do Nilo Ocidental sobem: saiba como se prevenir

Transmitida por mosquitos, infecção costuma passar despercebida, mas pode atingir o sistema nervoso em quadros mais graves

11 set 2026 - 11h39
(atualizado às 12h36)
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Resumo
A Febre do Nilo Ocidental avança na Itália, com 594 casos e 41 mortes em 2026, e já soma quatro infecções e um óbito no Brasil. Transmitida pelo mosquito Culex (pernilongo), a infecção pode evoluir para quadros neurológicos graves, como meningite e encefalite. Sem vacinas ou tratamentos específicos disponíveis, a principal forma de prevenção baseia-se em evitar picadas por meio do uso de repelentes, instalação de telas protetoras e eliminação de focos de água parada.

Os casos de Febre do Nilo Ocidental voltaram a crescer na Itália. Segundo o Instituto Superior de Saúde (ISS), o país contabilizou 594 infecções e 41 mortes em 2026 até 8 de setembro. O total representa um aumento de 14% em comparação com o boletim anterior, que registrava 521 diagnósticos.

Infecção causada pelo Vírus do Nilo Ocidental costuma passar despercebida, mas pode atingir o sistema nervoso em quadros mais graves
Infecção causada pelo Vírus do Nilo Ocidental costuma passar despercebida, mas pode atingir o sistema nervoso em quadros mais graves
Foto: nechaev-kon/Getty Images / Bons Fluidos

Além disso, 306 pacientes desenvolveram a forma neuroinvasiva, considerada a manifestação mais grave da doença. O vírus já circula em 79 províncias de 19 regiões italianas, mostrando a extensão de sua presença no país.

Embora o cenário italiano concentre números mais elevados, o vírus também circula no Brasil. Em 2026, o país já confirmou quatro casos e uma morte. São Paulo registrou duas ocorrências, enquanto Santa Catarina contabilizou outras duas, incluindo o óbito de uma mulher de 77 anos.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, popularmente conhecidos como pernilongos. O vírus circula sobretudo entre aves silvestres e esses insetos, que podem infectar seres humanos por meio da picada.

Na maioria das vezes, a infecção não provoca sinais perceptíveis. Quando surgem, contudo, os sintomas podem incluir febre repentina, mal-estar, dor de cabeça e no corpo, desconforto nos olhos, vômitos e manchas na pele.

Uma pequena parcela dos pacientes pode apresentar complicações neurológicas. Tobias Garcez, infectologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT/UFNT), vinculado à HU Brasil, explica quais são as manifestações que exigem maior atenção.

"Nos casos mais severos, predominam manifestações neurológicas, como encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda, semelhante à observada na poliomielite", afirma em um comunicado publicado no 'Portal Gov'.

Como se prevenir?

Como ainda não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a doença em humanos, os cuidados se concentram em diminuir a exposição aos mosquitos. Portanto, medidas simples adotadas no cotidiano ajudam a reduzir o risco de picadas.

O uso de repelente é uma das principais recomendações. Da mesma forma, telas em portas e janelas podem dificultar a entrada de pernilongos em casa. Também é importante eliminar recipientes com água parada, que podem favorecer a reprodução dos insetos.

Ademais, caso apareçam sintomas, principalmente sinais neurológicos, é importante buscar atendimento médico. Isso porque, em decorrência dos riscos de complicações severas, o diagnóstico depende de avaliação profissional e, quando necessário, de exames específicos.

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