'A gente se encantou': Argentina se muda para o Brasil, cria ateliê com a mãe e transforma flores secas em arte
Família se mudou para a região Sul há 28 anos, mas, em uma viagem de Kombi pelo País, se apaixonou por Paraty e vive na cidade desde então
Há 28 anos, a argentina Maria Victoria Prassel se mudou com a família para o Sul do Brasil, mas, em uma viagem de Kombi pelo País, eles se encantaram por Paraty e se mudaram para a cidade no litoral do Rio de Janeiro. Hoje, Victoria tem um ateliê com a mãe no Centro Histórico e, juntas, transformam flores secas em arte e fazem esculturas e móbiles.
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Natural de Mar del Plata, município a cerca de 250 km da capital Buenos Aires, na Argentina, Maria Victoria, atualmente com 34 anos, veio para o Brasil com os pais quando tinha apenas 6 anos e morou em Florianópolis, em Santa Catarina, até 2011. Naquele ano, no entanto, uma viagem com a família alterou os caminhos futuros.
"A gente veio para Paraty por acaso. Nós estávamos indo pra Canoa Quebrada, no Ceará, viajando de Kombi com os meus pais e meu irmão mais novo, e muitos amigos falaram que a gente tinha que passar em Paraty, porque era um lugar muito especial para conhecer. Quando viemos, a gente se encantou", recorda a argentina em entrevista ao Terra.
"Primeiro, a gente ficou um mês num camping, e depois a gente nem conseguiu continuar a viagem para o Nordeste. Ficamos por Paraty mesmo", acrescenta Victoria.
Nesse período, ela já tinha se formado em um técnico em Gestão Hoteleira, mas optou por não exercer a profissão no Rio de Janeiro e se dedicar exclusivamente às artes plásticas. "A gente gostava muito do Sul também, mas, para quem decide trabalhar com Artes, a baixa temporada é muito dura lá. Não tinha esse movimento que tem aqui em Paraty", conta.
Ateliê em Paraty
Em parceria com a mãe, ela montou um ateliê e comanda duas marcas: a Flores Secas Art e a Los Muñecos. Na primeira, elas produzem vários itens e acessórios, como brincos e colares, quadros, porta-copos e bandejas, além de marcadores de páginas. Em todas as peças, a dupla usa flores secas. Para o processo de produção, elas recolhem as flores no quintal de casa e também pelas calçadas de Paraty e utilizam prensas de madeira para a secagem.
"As pessoas gostam muito de levar uma flor de presente. Para presentear é algo muito fácil. Então, é um produto que deu certo e fica simbólico por ser uma flor de Paraty", afirma a argentina sobre a decisão de trabalhar com flores.
Já na Los Muñecos, Maria Victoria cria esculturas a partir de uma estrutura de metal, fita crepe, reaproveitamento de papel, acabamentos com tintas acrílicas, vitrais, metalizadas e metais como cobre e bronze. Ela chega a levar até 20 dias para fazer uma escultura.
"É trabalhoso, mas muito prazeroso ver uma peça pronta. Ver esse trabalho que eu demorei, teve todo um processo para terminar, e a peça está sendo levada para a decoração da pessoa é muito bom, muito gratificante", afirma.
Há 15 anos atuando como artista plástica, Maria Victoria expõe as peças em feiras regionais e eventos literários, como a Festa Literária Internacional de Paraty, e também integra o Atelier Entre Marés, mantido por um coletivo de oito mulheres no Centro Histórico da cidade.
A repórter viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026.
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