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Açúcar prejudica produção de colágeno e envelhece a pele

18 jun 2014
13h01
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Quando o assunto é açúcar, a primeira coisa que vem à cabeça de muita gente são os quilinhos a mais na balança. Afinal, todo mundo sabe que ele contribui bastante para o aumento de peso. O que é pouco divulgado, no entanto, são os seus efeitos nada benéficos para a pele. Isso porque, segundo um estudo realizado pela Universidade de Leiden, da Holanda, em parceira com o Instituto de pesquisas Unilever, do Reino Unido, o elemento acelera o processo de envelhecimento cutâneo, tornando mais rápido o aparecimento de rugas e flacidez.

<p>Apesar de ser constantemente relacionado ao aumento de peso, o a&ccedil;&uacute;car em excesso acelera o processo de envelhecimento cut&acirc;neo, tornando mais r&aacute;pido o aparecimento de rugas e da flacidez</p>
Apesar de ser constantemente relacionado ao aumento de peso, o açúcar em excesso acelera o processo de envelhecimento cutâneo, tornando mais rápido o aparecimento de rugas e da flacidez
Foto: Shutterstock

Publicado na revista New Scientist, o levantamento comprovou que quanto maior a dose de glicose concentrada no sangue maior a dificuldade de manter a cútis jovem. Quem entende do assunto afirma que essa relação acontece porque o excesso de açúcar que não é metabolizado pelo organismo se junta com proteínas, causando um enrijecimento nas fibras dérmicas. “Devido a isso, a pele fica opaca, amarelada e sem viço, tornando-se mais suscetível ao aparecimento das rugas”, afirma Vivilaine Campelo, dermatologista do Instituto da Pelle, do Rio de Janeiro.

Para a realização da pesquisa, foram selecionados e fotografados 569 voluntários com idades semelhantes. Outras 60 pessoas foram convocadas para analisar as imagens. Os que foram caracterizados como mais velhos tinham mais glicose no sangue.

Essa elevação no nível de açúcar apontada pelo estudo causa a famosa glicação, que é a soma de proteínas e carboidratos simples, como pães e massas brancas, no organismo. Esse processo, por sua vez, dá origem a produtos de glicação avançada ou AGEs (Advanced Glycation End Products), também responsáveis pelo dano das células e do colágeno. “Os AGEs têm receptores específicos na derme, por isso, as proteínas mais propensas à glicação são justamente as mesmas que mantêm a pele jovem”, explica a especialista. 

Para quem já está pensando em cortar as guloseimas de vez da dieta, há uma boa notícia. De acordo com a médica, o processo de glicação é algo que acontece de forma gradual ao longo da vida para a maioria das pessoas com níveis normais de glicose. “No entanto, o ideal é ter uma alimentação saudável e evitar os excessos desde cedo. Afinal, quando se é mais jovem, o corpo tem mais recursos para afastar os danos e produzir mais colágeno. Já quando se chega a certa idade, esses subprodutos começam a se acumular”, explica. 

Por isso, para manter a cútis saudável e jovem por mais tempo, alimentos com alto índice glicêmico, como trigo (trocar o pão branco por pão integral), arroz branco (trocar pelo integral), massas, batata, sucos de caixinha (optar pela fruta) e doces devem ser evitados ao máximo no dia a dia.

Fonte: Agência Hélice

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