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Preço das roupas pode subir nos próximos meses; entenda o motivo

Crise no Oriente Médio, aumento do petróleo e fretes mais caros podem impactar o valor das peças nas lojas brasileiras ainda em 2026

12 mai 2026 - 13h03
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O consumidor brasileiro pode começar a perceber mudanças no preço das roupas nos próximos meses. Isso porque a crise no Oriente Médio vem afetando diferentes setores da economia mundial, incluindo a indústria têxtil. Especialistas apontam que o aumento do petróleo, dos custos de produção e do transporte internacional deve refletir nas vitrines brasileiras entre julho e setembro de 2026.

Crise internacional e alta do petróleo podem influenciar o preço das roupas no Brasil nos próximos meses
Crise internacional e alta do petróleo podem influenciar o preço das roupas no Brasil nos próximos meses
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Embora as lojas ainda mantenham preços relativamente estáveis, o cenário pode mudar conforme novas coleções chegam ao mercado.

Entenda por que as roupas podem ficar mais caras

Grande parte da produção têxtil mundial depende de materiais derivados do petróleo, como poliéster e nylon. Com a alta no valor do barril causada pelos conflitos internacionais, o custo dessas matérias-primas também aumentou.

Além disso, navios que transportam tecidos e produtos da Ásia para o Brasil estão precisando alterar rotas para evitar áreas de conflito e canais fechados. O desvio aumenta o tempo de viagem, o custo do combustível, do seguro e do frete marítimo.

Segundo estimativas do setor, algumas entregas podem sofrer atrasos de até 20 dias.

Por que o aumento ainda não apareceu nas lojas?

Apesar do cenário internacional, muitos consumidores ainda não perceberam diferença significativa nos preços das roupas. Isso acontece porque as coleções que estão atualmente nas vitrines foram produzidas e compradas há alguns meses, antes da intensificação dos impactos econômicos.

Outro fator que ajuda a segurar os preços é o dólar mais controlado, o que reduz parte da pressão sobre os importadores brasileiros.

No entanto, essa estabilidade é considerada temporária. A expectativa do mercado é que os efeitos mais fortes apareçam nas coleções de primavera e verão.

Lojas tentam evitar repasse total ao consumidor

Mesmo com o aumento dos custos de produção, grandes varejistas têm tentado evitar reajustes muito altos para não afastar consumidores.

Com o orçamento das famílias mais apertado, empresas do setor preferem reduzir margens de lucro a correr o risco de queda nas vendas. Por isso, parte do aumento pode ser absorvida pelas próprias marcas.

Ainda assim, especialistas acreditam que parte do impacto inevitavelmente chegará ao preço final das peças.

O que pode mudar para o consumidor?

As mudanças podem aparecer de diferentes formas nos próximos meses:

  • Pequenos reajustes nos preços.
  • Coleções com menos variedade.
  • Redução de promoções e liquidações.
  • Maior valorização de peças básicas e atemporais.

Além disso, consumidores podem começar a buscar alternativas mais econômicas, como brechós, reaproveitamento de roupas e compras planejadas.

Tendência pode afetar diferentes setores

O impacto da alta do petróleo não deve atingir apenas o setor da moda. Outros segmentos que dependem de transporte internacional e derivados do petróleo também podem sentir aumento nos custos ao longo de 2026.

Por isso, economistas seguem acompanhando os desdobramentos da crise internacional e seus reflexos no consumo brasileiro.

Alto Astral
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