Nova York deve criar lei para proteger modelos menores de idade
Muitas profissionais começam ainda crianças suas carreiras na moda, indústria na qual a exploração do trabalho é normal e as pressões não-regulamentadas como nudez, trabalhar por longas horas e desistir da escola fazem parte do processo.
Mas, segundo informou o site inglês Daily Mail, isto pode mudar. O estado de Nova York está fazendo um projeto que dá proteção legal às modelos abaixo de 18 anos e que, finalmente, poderão ter o mesmo aparato diante da lei do que outras crianças que trabalham com arte, como atrizes, cantores e dançarinos.
De acordo com a publicação, a The Model Alliance anunciou na última sexta-feira (7), que dois senadores - Jeffrey Kelin e Diane Savino - concordaram em propor a tão aguardada legislação.
Na última semana, algumas modelos se pronunciaram sobre o assunto, como Trish Goff, que disse: "quando comecei a trabalhar, aos 15 anos, não havia nenhum tutor e por isso abandonei a escola. Apesar de ter tido sorte de ter sido uma das poucas que conseguiram sucesso na carreira ainda tão jovem, como uma criança eu nunca devia ter sido forçada a tomar esta decisão - escolher entre trabalhar como modelo ou estudar".
Atualmente, as modelos têm proteções modestas conferidas pelo Departamento de Educação. "Elas têm pouca proteção e basicamente trata-se das horas trabalhadas, mas este ponto raramente é observado ou respeitado", afirma Sara Ziff, fundadora de uma organização não-governamental que defende o assunto.
"A verdade é que muitas jovens sacrificam a educação na esperança de um dia terem sucesso como modelos. Acredito que a escola deva vir em primeiro lugar", afirma a ex-modelo Carre Otis.
Segundo a lei, que é restrita ao estado de Nova York, nos Estados Unidos, as crianças modelos são frequentemente expostas ao assédio sexual e não têm proteção legal adequada quando se trata de educação e aparato financeiro. Por isso, a legislação propõe que as crianças que são modelos devam ter tutores no local de trabalho e pessoas que as ajudem a cuidar dos cachês, garantindo assim a educação, proteção e transparência financeira entre os clientes e as agências.
Rachel Blais, modelo e advogada, acrescenta: "é básico que crianças que fazem campanhas fotográficas e desfilem devam ter a mesma proteção legal que outros menores artistas, ou ainda talvez mais".
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