"Vamos permanecer no Fashion Rio", diz Valdemar Iódice
Fundador da marca Iódice fala ao Terra sobre o desfile no Rio e antecipa detalhes da próxima coleção
A grife Iódice está com as malas prontas para se mudar para o Rio. A marca passa a fazer parte definitivamente do Fashion Rio. Em entrevista exclusiva ao Terra, por e-mail, Valdemar Iodice, fundador da marca, afirma que desfilar no Rio faz parte da estratégia da empresa. “Vamos permanecer no Fashion Rio.” A grife abriu em março sua primeira loja na cidade e essa estratégia tem como foco priorizar o mercado brasileiro.
A Iódice foi fundada em 1987 e estreou no SPFW em 1996, quando a semana de moda paulistana começou com o nome de Morumbi Fashion.
Pulou a última edição de inverno, em outubro de 2012, que ocorreu no Parque Villa-Lobos. Na última edição da semana de moda paulista, que aconteceu no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em março de 2013, a marca também não participou justamente por conta dos novos planos no Rio.
Na entrevista, Valdemar falou também sobre a morte da estilista Clô Orozco, da grife Huis Clos, que ocorreu no dia 29 de março.
Terra: Por que a mudança de São Paulo para o Rio?
Valdemar Iodice:
Trata-se de uma nova estratégia da Iódice com relação à distribuição dos seus produtos no Brasil todo.
Terra: Foi uma mudança definitiva ou deve voltar para o SPFW na próxima edição?
V.I.: Vamos permanecer no Fashion Rio.
Terra:A mudança de calendário dos desfiles alterou sua produção? De que forma?
V.I.: O tempo para prepararmos a coleção passou a ser menor.
Terra: O que acha desse novo calendário de desfiles?
V.I.: Uma questão de adaptação.
Terra: O que muda na Iódice desfilando no Rio? Tem alguma alteração no conceito?
V.I.:
Não, nada muda, o conceito e DNA da marca continuam o mesmo.
Terra: Como vê a crise atual? De alguma forma, afetou sua empresa?
V.I.:
Estamos muito focados no mercado interno, abrindo lojas nas grandes capitais.
Terra: A Iódice fazia apresentações em Nova York. Por que parou?
V.I.:
Exatamente pela estratégia de termos nos voltado ao mercado nacional.
Terra: Como o senhor vê a moda brasileira atualmente?
V.I.:
Tem evoluído com personalidade.
Terra: Em São Paulo, vimos muitos desfiles mais comerciais e menos conceituais. É esse o caminho para a moda brasileira?
V.I.:
A moda é feita de peças que criam desejo no consumidor, talvez esse seja o momento.
Terra: Como vê o projeto de alguns dos desfiles do SPFW serem enquadrados na Lei Rouanet de Cultura? Sua grife se enquadraria nessa lei?
V.I.:
Acho uma boa medida, mas com o desfile aí não consegui me aprofundar neste assunto.
Terra: Qual a inspiração da Iódice para o próximo verão, quais as principais cores e tecidos?
V.I.:
Te adianto os tecidos: couro e muita seda.
Terra: O que você destacaria como mais relevante na coleção?
V.I.:
Os bordados que estamos fazendo em couro e, claro, ir para o Rio de Janeiro.
Terra: Comente a morte da estilista Clô Orozco, ocorrida dia 29 de março?
V.I.:
Dedicou sua vida a moda. Clô era um grande talento e amiga. Uma grande perda.
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