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D&G confirma renúncia de Stefano Gabbana ao cargo de presidente

Segundo a grife, estilista manterá 'atividades criativas' para o grupo

10 abr 2026 - 08h01
(atualizado às 09h25)
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O grupo italiano Dolce & Gabbana confirmou nesta sexta-feira (10) a saída de um de seus fundadores, o estilista Stefano Gabbana, do cargo de presidente da grife.

Stefano Gabbana (esquerda) Domenico Dolce (direita) em desfile em Milão
Stefano Gabbana (esquerda) Domenico Dolce (direita) em desfile em Milão
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No entanto, segundo um comunicado oficial, essa mudança não terá impacto nas "atividades criativas" realizadas pelo designer para a empresa.

"O Grupo Dolce & Gabbana, como parte de um processo natural de evolução organizacional e de governança, confirma que Stefano Gabbana renunciou aos seus cargos nas empresas Dolce & Gabbana Holding Srl, Dolce & Gabbana Trademarks Srl e Dolce & Gabbana Srl, com efeito a partir de 1º de janeiro de 2026", diz a nota da grife.

"Essa renúncia não tem qualquer impacto nas atividades criativas realizadas por Stefano Gabbana para o grupo", acrescenta o comunicado.

A D&G se pronunciou após a saída de Gabbana, 63 anos, ter sido noticiada pela Bloomberg, que publicou que o estilista também avalia o futuro de sua participação de 40% no grupo.

Além disso, a agência de notícias revelou que a Dolce & Gabbana estaria negociando com bancos a reestruturação de uma dívida de aproximadamente 450 milhões de euros. Sobre o débito, a empresa afirmou que "não tem nada a declarar no momento", pois as tratativas "ainda estão em curso".

Com a renúncia de Gabbana, a grife passou a ser presidida por Alfonso Dolce, irmão de Domenico Dolce, o outro fundador da marca, que foi criada em 1985, na cidade italiana de Legnano, nos arredores de Milão.

Juntos, Dolce e Gabbana formaram uma das colaborações mais bem-sucedidas da alta-costura, explorando as raízes sicilianas de Domenico para criar modelos que valorizam a silhueta feminina e que atraíram estrelas como Madonna e Monica Bellucci.

Nos últimos anos, no entanto, diversas grifes vêm sofrendo com a contração do mercado de luxo, cenário que já fez a Versace ser adquirida pela Prada em 2025. 

Ansa - Brasil
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