Com mais de 800 peças de época, figurino recria o universo de "O Conde de Montecristo" em minissérie do Universal+
Com cerca de 800 figurinos de época usados por figurantes e dezenas de peças criadas especialmente para os protagonistas, "O Conde de Montecristo" aposta no figurino como um dos pilares da narrativa. A minissérie franco-italiana, que estreia com exclusividade no Brasil pelo Universal+ em 4 de agosto, teve o guarda-roupa assinado pela figurinista Ursula Patzak, responsável por traduzir em roupas a trajetória de Edmond Dantès, personagem vivido por Sam Claflin.
Baseada no clássico romance homônimo de Alexandre Dumas, publicado originalmente entre 1844 e 1846, a produção de oito episódios é dirigida pelo premiado cineasta dinamarquês Bille August (Pelle, o Conquistador) e escrita por Sandro Petraglia e Greg Latter. A nova adaptação aposta em uma abordagem cinematográfica para revisitar a famosa história de amor, vingança e redenção.
Na trama, Edmond Dantès é um jovem marinheiro francês acusado injustamente de traição e enviado sem julgamento ao Castelo de If, uma fortaleza na costa de Marselha. Durante os anos de prisão, recebe os ensinamentos do Abade Faria, interpretado pelo vencedor do Oscar Jeremy Irons, que lhe revela a existência de um tesouro escondido. Após escapar, Dantès assume a identidade do Conde de Montecristo e coloca em prática um elaborado plano de vingança contra aqueles que destruíram sua vida.
Entre seus inimigos está Gérard de Villefort, vivido pelo ator dinamarquês Mikkel Boe Følsgaard, procurador do rei que o envia à prisão para proteger a própria carreira. Já Mercédès, interpretada pela atriz francesa Ana Girardot, é o grande amor de Edmond e acaba envolvida, sem saber da conspiração, com Fernando Mondego (Harry Taurasi), um dos responsáveis pela queda do protagonista.
Em entrevista ao Universal+, Ursula Patzak revela como pinturas da época inspiraram os figurinos, explica a pesquisa histórica por trás da produção e conta como as roupas ajudam a mostrar a transformação de Edmond de marinheiro de Marselha a integrante da aristocracia parisiense.
Confira a entrevista da figurinista
Quais foram suas referências para trabalhar no figurino da série?
Ursula Patzak: Minhas referências sempre são pinturas, filmes e fotografias, mas, neste caso, foram principalmente pinturas da época. Foi complexo porque trabalhamos com diferentes locações e universos, como Paris e Marselha, que são muito distintos entre si. Por isso, precisei pesquisar bastante. O mesmo aconteceu com Roma. Foi necessário encontrar documentos e referências específicas para cada situação da série. Costumo frequentar livrarias e museus para aprender história e entender, por exemplo, como os parisienses se vestiam. É uma pesquisa muito precisa e cada profissional precisa encontrar a forma de trabalho que melhor funcione para si.
Quantos figurinos aparecem na série?
Ursula Patzak: É muito difícil contar isso! (risos). Criamos e confeccionamos 30 figurinos originais para os atores principais e depois alugamos muitas peças em Roma e Londres. Também reunimos cerca de 800 figurinos de época para os figurantes. Tivemos que vestir pessoas para situações muito diferentes, como cenas na prisão, na ópera e no cotidiano. Por isso, não é possível reutilizar tudo. É preciso ter muitas roupas e uma grande variedade.
Como foi o processo de recriar a atmosfera do livro?
Ursula Patzak: Não é fácil descrever o processo criativo, porque você precisa imaginar o mundo descrito no livro e torná-lo verossímil, que é a parte mais importante. Edmond é de Marselha, mas depois se transforma em uma figura da nobreza parisiense, onde as roupas são mais elegantes e sofisticadas. Era importante mostrar essa mudança por meio de figurinos muito diferentes. Isso ajuda a tornar crível, por exemplo, que Mercédès não o reconheça. Nosso trabalho é imaginar mundos e traduzi-los em imagens.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.