A fruta brasileira que ficou famosa na Nova Zelândia e quase ninguém reconhece quando vê no pé
Feijoa ou goiaba-serrana? Conheça a fruta nativa do Sul do Brasil e do Uruguai, veja como é sua árvore, suas flores e por que ela se destacou na Nova Zelândia.
Nativa do Sul do Brasil e do Uruguai, a feijoa, ou goiaba-serrana, tornou-se um sucesso comercial na Nova Zelândia, embora seja pouco reconhecida no próprio país de origem. Da família da jabuticaba, a planta tem porte discreto, folhas bicolores e flores com pétalas comestíveis. Seu fruto oval mantém a casca verde mesmo maduro, guardando uma polpa aromática e rica em compostos bioativos, fatores que impulsionam o interesse científico e seu grande potencial econômico internacional.
Ela pode parecer uma fruta estrangeira para quem nunca teve contato com a planta, mas a feijoa tem origem justamente na América do Sul. Conhecida no Brasil também como goiaba-serrana, a Acca sellowiana é nativa do Sul do Brasil e do norte do Uruguai e apresenta uma árvore de aparência discreta, com folhas que têm a face inferior esbranquiçada. Apesar da origem sul-americana, a fruta ganhou grande popularidade na Nova Zelândia, onde passou a ser cultivada comercialmente e se tornou conhecida pelo nome feijoa.
Como é a árvore que produz a feijoa?
A feijoa pode crescer como uma pequena árvore ou arvoreta, geralmente alcançando cerca de 3 a 5 metros de altura. Segundo a Embrapa, a planta apresenta tronco relativamente curto e tortuoso, casca parda que pode descamar e folhas simples, opostas e de aparência diferente em cada lado: a parte superior é verde, enquanto a inferior apresenta uma tonalidade mais clara e aspecto aveludado.
Essa diferença nas folhas é uma das características que ajudam a reconhecer a planta. Quando o vento movimenta a copa, o contraste entre o verde da parte superior e o tom esbranquiçado da parte inferior pode ficar bastante evidente. A espécie pertence à família Myrtaceae, grupo que também reúne várias frutas nativas brasileiras conhecidas, como jabuticaba, pitanga e araçá.
Como é a fruta que nasce na feijoa?
O fruto da feijoa tem formato geralmente ovalado ou arredondado e apresenta casca verde mesmo quando está próximo da maturação. Por isso, pode ser difícil perceber que se trata de uma fruta pronta para consumo apenas pela aparência externa. Ao ser cortada, porém, ela revela uma polpa clara, aromática e de textura bastante particular, com pequenas sementes distribuídas na região central.
A espécie apresenta diversidade entre os frutos, e pesquisas com genótipos brasileiros mostram diferenças em características como qualidade, sólidos solúveis e composição. A fruta também é estudada pelo seu conteúdo de compostos bioativos e pelo potencial como alimento de interesse comercial.
Por que a feijoa ficou tão conhecida na Nova Zelândia?
A fruta atravessou o oceano e encontrou na Nova Zelândia condições para se tornar uma cultura conhecida. Documentos do Ministério das Indústrias Primárias do país registram a feijoa como Acca sellowiana e apontam que seu cultivo comercial já estava estabelecido por lá, com produção voltada tanto ao mercado interno quanto à exportação.
O contraste é curioso: enquanto a espécie é nativa do Sul do Brasil e do norte do Uruguai, a Nova Zelândia acabou desenvolvendo uma indústria própria ao redor da fruta. Registros oficiais neozelandeses classificam a feijoa entre as espécies frutíferas cultivadas no país, mostrando como uma planta originalmente sul-americana passou a ocupar um espaço importante em outro território.
O que torna a feijoa tão diferente das frutas mais conhecidas?
Além da aparência discreta, a feijoa chama atenção pelas próprias flores. Elas apresentam pétalas claras com estruturas internas avermelhadas ou arroxeadas e numerosos estames, formando uma combinação bastante diferente do que se espera ao olhar para uma pequena árvore frutífera. A Embrapa registra ainda que as pétalas são comestíveis, característica que torna a floração particularmente interessante.
Por tudo isso, a feijoa é uma daquelas frutas que podem passar despercebidas quando estão no pé. A árvore não tem a aparência imediatamente associada a uma fruta famosa e o fruto permanece verde, mas basta observar as folhas, as flores e o formato da fruta para perceber que se trata de uma espécie bastante particular. No Brasil, ela continua ligada principalmente às regiões de clima mais ameno do Sul, onde faz parte da diversidade de frutíferas nativas da região.
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