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A forma como você pisa pode estar sabotando sua corrida; veja como corrigir

Pisada errada gera impacto excessivo e desperdício de energia; aprenda a identificar seu padrão e melhore seu desempenho nas pistas

1 abr 2026 - 17h21
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Você treina com constância, investe em planilhas e usa o melhor tênis, mas sente que o rendimento não sobe?

Confira como a pisada influencia na corrida
Confira como a pisada influencia na corrida
Foto: Shutterstock / Sport Life

O culpado pode estar no chão. A forma como o seu pé toca o solo a cada passada é determinante para a sua evolução.

Muitas vezes, uma pisada incorreta atua como um "freio" invisível, sabotando sua velocidade e aumentando o risco de lesões.

Correr parece um movimento natural, mas exige técnica. Pequenos desvios na pisada podem sobrecarregar joelhos, quadris e a coluna lombar. 

Os três tipos de pisada: qual é o seu?

Antes de corrigir, você precisa se conhecer. Existem três padrões principais de movimento que o pé faz ao tocar o chão:

  1. Pisada neutra: O pé toca o solo com a parte externa do calcanhar e rotaciona levemente para dentro. É o padrão mais equilibrado, distribuindo o impacto de forma uniforme.

  2. Pisada pronada: O pé rotaciona excessivamente para dentro. O arco plantar é mais "desabado". Isso pode causar dores no arco e canelite.

  3. Pisada supinada: O pé faz o movimento para fora. O impacto se concentra na borda externa. É comum em pessoas com arcos muito altos, gerando estresse nos tornozelos.

O erro que rouba sua energia: o "Overstriding"

O erro mais comum entre corredores amadores é aterrissar com o calcanhar muito à frente do corpo. Isso se chama overstriding.

Quando você pisa longe do seu centro de gravidade, o impacto funciona como um choque contra o movimento.

Isso gera um estresse desnecessário nos ossos e articulações. Além disso, você gasta mais energia para "saltar" para a próxima passada.

O ideal é que o pé toque o solo o mais próximo possível da linha do quadril.

Onde o pé deve tocar o chão?

A ciência da corrida aponta que a aterrissagem com o médio-pé (a parte central) é a mais eficiente. Ao pisar com o meio do pé, você utiliza o arco plantar e a panturrilha como amortecedores naturais.

Isso reduz drasticamente a carga nos joelhos. Se você pisa muito com a ponta dos pés, sobrecarrega a panturrilha e o tendão de Aquiles.

Se pisa muito com o calcanhar, sobrecarrega a tíbia e o fêmur. O equilíbrio está no centro.

5 passos para corrigir sua pisada e correr melhor:

  1. Aumente a cadência: Tente dar passos mais curtos e rápidos. O ideal é girar em torno de 170 a 180 passos por minuto. Isso força o pé a aterrissar sob o corpo.

  2. Fortaleça o core e os pés: Músculos abdominais e glúteos fortes estabilizam o quadril, impedindo que o pé "caia" para dentro (pronação).

  3. Faça exercícios educativos: Exercícios como o skipping (elevação de joelhos) ajudam o cérebro a entender o movimento correto de aterrissagem.

  4. Incline o corpo levemente: Uma leve inclinação do tronco para a frente (a partir dos tornozelos, não da cintura) ajuda a gravidade a te impulsionar.

  5. Avaliação profissional: Faça um teste de pisada em uma clínica especializada. Às vezes, o uso de palmilhas ou tênis específicos é o que falta para o alinhamento.

Técnica é economia de esforço

Correr melhor não significa apenas correr mais rápido, mas correr de forma inteligente. Ajustar a sua pisada é o caminho mais curto para a longevidade no esporte.

Não tente mudar tudo de um dia para o outro; o corpo precisa de tempo para se adaptar à nova biomecânica. Escute os sinais do seu organismo e transforme sua corrida em um movimento fluido e livre de dores.

Sport Life
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