5 pontos essenciais ao comprar um imóvel na planta
Confira se o projeto estrutural permite modificações, como a transformação de um quarto em home office.
Adquirir um imóvel na planta exige atenção a mais do que preço e design. O especialista Roberto Coutinho destaca aspectos como flexibilidade da planta, infraestrutura para pets, custos condominiais, memorial descritivo e a reputação da incorporadora. Essas avaliações garantem um investimento mais seguro e adaptado ao futuro. 🏠✨
Flexibilidade da planta e soluções de eficiência são diferenciais importantes, segundo especialista
Se você deseja comprar um imóvel na planta, precisa prestar atenção a outros aspectos além da maquete e do preço. "O morador e o investidor de hoje não podem olhar apenas para o folder de vendas. É preciso avaliar a funcionalidade real do prédio e como ele vai se comportar financeiramente e estruturalmente daqui a dez anos", explica o especialista Roberto Coutinho, CEO da incorporadora imobiliária Habitare.
Comprar um imóvel na planta continua sendo uma das modalidades preferidas dos brasileiros, tanto para moradia quanto para construção de patrimônio. Segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), um imóvel comprado na planta pode registrar uma valorização de 15% a 30% até a entrega das chaves. Para ajudar quem planeja fechar negócio, Roberto Coutinho lista cinco pontos cruciais que devem estar no radar de todo comprador antes de assinar o contrato:
1 - Flexibilidade da planta e estrutura do imóvel
As necessidades de uma família mudam ao longo dos anos. Portanto, avalie se o projeto estrutural do prédio permite modificações futuras, como a integração de ambientes, a transformação de um quarto em home office, ou a ampliação da sala. Prédios construídos com métodos estruturais mais modernos oferecem essa versatilidade, garantindo que o imóvel acompanhe o seu momento de vida sem a necessidade de uma mudança de endereço.
2 - Infraestrutura real para toda a família (incluindo pets)
A estrutura das famílias brasileiras mudou, e hoje cães e gatos também são membros da casa. Uma regra básica de condomínio que aceita animais já não é suficiente. Desse modo, é preciso avaliar se o empreendimento possui infraestrutura física projetada para suportar essa rotina, com áreas seguras de lazer, espaços para higienização e fluxos que evitem atritos entre os moradores. Um prédio que acomoda de verdade todos os membros da família tem muito mais harmonia e altíssima liquidez.
3 - Custo operacional e previsão do condomínio
Muitos compradores olham apenas para o valor da parcela do financiamento e se esquecem do condomínio. Assim, verifique se o projeto arquitetônico prevê soluções de eficiência, como uso inteligente da luz natural, medidores individualizados, e matrizes de energia limpa (como painéis solares para as áreas comuns). Isso porque, essas decisões de engenharia evitam que a taxa condominial fuja do controle nos anos seguintes à entrega do imóvel.
4 - Memorial descritivo e atenção aos detalhes
A maquete e o apartamento decorado encantam, mas a garantia jurídica do comprador está no memorial descritivo. Esse é o documento que detalha exatamente quais materiais, revestimentos e tecnologias serão entregues. Por isso, leia com atenção para garantir que o nível de acabamento prometido no estande de vendas será o mesmo executado na obra.
5 - Histórico e solidez da incorporadora
A maior garantia de um imóvel na planta é quem está por trás dele. Pesquise o histórico de entregas da construtora, procure visitar obras anteriores, e avalie a transparência da empresa com seus clientes. Uma gestão rigorosa e um histórico de prazos cumpridos são os melhores indicativos de que o seu dinheiro estará seguro.
Edição: Fernanda Villas Bôas
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