Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Responsabilidade socioambiental é destaque em nova planta greentech de processamento de lítio Empre

Empreendimento da Sigma Lithium no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, promete transformar o cenário de pobreza da região

7 dez 2022 - 08h10
Compartilhar
Exibir comentários

Ao participar de três eventos na Conferência do Clima da ONU (COP-27), realizada em novembro no Egito, a Sigma Lithium consolidou sua contribuição ativa para as discussões sobre a descarbonização da economia mundial. A empresa vem inovando no setor de beneficiamento de lítio, tornando-se pioneira ao elevar a sustentabilidade social para o mesmo patamar dedicado à preocupação ambiental e à viabilidade econômica do negócio.

Maria José Salum e Ana Cabral-Gardner, diretora de sustentabilidade e co-CEO da Sigma Lithium, respectivamente, no lançamento do programa de microcrédito a empreendedoras "Dona de Mim", no Vale do Jequitinhonha
Maria José Salum e Ana Cabral-Gardner, diretora de sustentabilidade e co-CEO da Sigma Lithium, respectivamente, no lançamento do programa de microcrédito a empreendedoras "Dona de Mim", no Vale do Jequitinhonha
Foto: Divulgação/ Sigma / Estadão

Resultado de investimentos de R$ 1,2 bilhão, sua planta comercial greentech iniciará as operações em dezembro no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, produzindo um insumo tecnológico sem paralelo no mercado atual, com elevadíssimo grau de pureza e em partículas granuladas.

Em um dos eventos da COP-27, a companhia foi convidada pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (UN-Desa) para descrever a produção sustentável de seu insumo tecnológico pré-químico, destinado aos maiores produtores de baterias avançadas do mundo. Keynote speaker do painel, a co-CEO da Sigma, Ana Cabral-Gardner, demonstrou, de forma didática, como a empresa coloca em prática os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, contribuindo para a evolução social e econômica das comunidades em que atua.

Suas operações ficam nas cidades de Itinga e Araçuaí, no Médio Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil. Em Araçuaí, a estimativa é que o PIB local cresça 47% logo no primeiro ano de operações da planta. Em Itinga, o salto será ainda maior, de 135%. Além da geração de empregos - mil diretos, bem remunerados, e a estimativa de 13 mil indiretos, numa região que soma 60 mil habitantes -, a empresa está implantando um programa de microcrédito direcionado às famílias lideradas por mulheres.

Ações práticas

O propósito de sustentabilidade social da empresa a levou à decisão de estabelecer que a arrecadação dos "royalties da mineração" se daria sobre o preço final de venda aos clientes na Ásia, Europa e nos Estados Unidos. Ou seja, com um valor agregado 100 vezes superior ao da matéria-prima, que ao longo do pro- cesso sobe de US$ 60 para US$ 6 mil a tonelada. No primeiro ano de operação, a estimativa é de arrecadação de R$ 178 milhões, que poderão ser investidos pelo poder público em saúde, educação e outras necessidades da população.

"Diante dessa perspectiva de mudar a realidade local, descartamos a hipótese de retirar o lítio da mina e levá-lo para ser transformado no Canadá, onde a empresa é listada", lembra a executiva.

A empresa abriu mão, também, de uma receita prevista de US$ 550 milhões para deixar de minerar um quarto da mina de lítio, com o propósito de preservar a água do Ribeirão Piauí, utilizada pelas comunidades da região. A água utilizada no processo industrial é proveniente do Rio Jequitinhonha. No entanto, por possuir teor sanitário equivalente ao de um esgoto a céu aberto, inclusive com resíduos fecais sólidos, a água não é viável sequer para uso industrial. Nesse sentido, antes de ser bombeada - no trecho de 5 quilômetros do rio até a planta - essa água passa por uma estação de tratamento de esgoto construída pela companhia, para a retirada de elementos prejudiciais ao processo. Toda a água utilizada é recirculada, com uma recuperação média de 90% do total da água captada no Rio Jequitinhonha, caracterizando um baixo uso de recursos hídricos pela Sigma em suas operações.

Outras características que destacam o empreendimento sob o ponto de vista ambiental são a ausência de rejeitos químicos nocivos e o desenvolvimento de um circuito ambiental de última geração para empilhar os rejeitos da planta a seco - evitando-se, assim, a existência de barragens de rejeitos. Essa combinação permite a venda dos rejeitos para a transformação em outros produtos, fechando a cadeia da economia circular.

Cabral-Gardner também representou a empresa em dois outros eventos durante a COP-27. O painel da consultoria McKinsey sobre as ações necessárias para as companhias acelerarem seus esforços e atingirem as metas de descarbonização foi um dos eventos mais vistos da programação, com 200 mil pessoas acompanhando a transmissão online. Já no World Climate Summit, a Sigma apresentou sua metodologia de mensuração de indicadores a empresas dos mais diversos setores de todo o mundo.

Para coroar de vez a participação no evento, a Sigma lançou mais um programa de desenvolvimento social para a população do Vale do Jequitinhonha, em parceria com as prefeituras de Itinga e Araçuaí. A empresa investirá R$ 4,5 milhões na construção de duas mil bacias de captura de água, para a adaptação de pequenos agricultores à seca. As estruturas ajudarão na contenção das enxurradas, prevenção da erosão e acúmulo de água, que será usada em ações de agricultura sustentável. É o maior programa do gênero no País.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra