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O mundo depende do gás para produzir alimentos; o Paraguai acredita ter a solução definitiva graças à barragem de Itaipu

O Estreito de Ormuz ameaça a segurança alimentar global: por que a América Latina busca a independência com hidrogênio verde; Wall Street dá sinal verde ao primeiro grande projeto de fertilizantes com emissão zero financiado em escala industrial

5 mai 2026 - 08h15
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Imagem de capa | Atome
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Foto: Imagem de capa | Atome / Xataka

Em meio às tensões no Oriente Médio e às rotas comerciais ameaçadas, um projeto no coração da América do Sul promete revolucionar a agricultura global. A empresa britânica Atome deu sinal verde para a construção de Villeta, uma fábrica de fertilizantes de US$ 665 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) no Paraguai que eliminará completamente o uso de combustíveis fósseis em sua produção.

Uma questão de segurança alimentar

Como detalha o Financial Times, a dependência da indústria de fertilizantes em relação ao gás natural é o calcanhar de Aquiles da economia global. Tradicionalmente, a maior parte dos fertilizantes nitrogenados é produzida pela combinação do nitrogênio do ar com o hidrogênio extraído do gás natural. No entanto, Villeta utilizará eletricidade renovável para separar o hidrogênio da água (eletrólise).

Para Olivier Mussat, CEO da Atome, o foco do projeto vai muito além da sustentabilidade. "Não se trata de uma questão ambiental; trata-se, na verdade, de segurança alimentar", disse ele ao FT. O alerta de Mussat é significativo, visto que entre um quarto e um terço das exportações globais de fertilizantes nitrogenados passam pelo Estreito de Ormuz.

Com os conflitos recentes, as exportações de gás natural caíram, elevando os preços e aumentando as preocupações com uma potencial crise alimentar. Para a América Latina, uma potência exportadora agrícola, mas altamente dependente de fertilizantes importados, o projeto serve como uma "proteção estrutural" contra a volatilidade ...

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