Imagem de satélite mostra consequências da seca em lago no Amazonas
Região do Médio Solimões sofre com a seca
O observatório europeu Copernicus divulgou nesta segunda-feira, 30, imagens de satélite que mostram o impacto da seca no Lago Tefé, na região do Rio Solimões, um dos principais afluentes do Rio Amazonas.
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Com o registro feito no dia 24 deste mês por meio de sensores que capturam luz infravermelha, a coloração fica mais forte nos lugares que apresentam vegetação. Por sua vez, a água aparece no azul habitual. Também é possível identificar o pequeno município à margem do lago.
Na publicação, o observatório destacou as consequências do que chamou de “seca sem precedentes”. Diante do cenário, além das queimadas, inúmeras comunidades ribeirinhas ficaram isoladas.
“Em 2024, a Bacia Amazônica foi afetada por uma das secas mais severas da história recente, afetando comunidades na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A escassez de água na Amazônia, que detém um quinto da água doce do mundo, levou as autoridades a decretar emergência, pois os rios se tornaram inavegáveis, isolando várias comunidades. A seca agravou ainda mais os incêndios florestais no Brasil, onde a fumaça impactou a qualidade do ar.
Segundo dados do site da Defesa Civil do Amazonas, o Lago Tefé iniciou o mês com nível de 59 centímetros no dia 3. No momento, a situação apresentou melhora e chegou aos 3,60 metros no dia 28.
Lago Uarini
Também na região do Médio Solimões, o Lago Uarini é outro que apresenta níveis preocupantes. De acordo com a Defesa Civil local, o nível que, em períodos de cheia fica na margem dos 18 metros, atingiu a marca de menos de 1 metro.
Para chegar à cidade de mesmo nome, canoas estão levando cerca de duas horas do Rio Solimões até uma estrada improvisada, que leva até Uarini.
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