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Lewis Hamilton, o mais novo membro do clube dos 300 GPs na F1

Lewis Hamilton vai se tornar o 6° piloto a chegar nesta marca na França e precisa quebrar uma escrita. Além de ampliar sua estatura

23 jul 2022 - 21h22
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Lewis Hamilton, o mais novo integrante do grupo dos 300 GPs na F1
Lewis Hamilton, o mais novo integrante do grupo dos 300 GPs na F1
Foto: Mercedes AMG F1 / Divulgação


Chegar à marca de 300 GPs já pareceu ser uma tarefa insana na F1. Mas o tempo foi passando, o calendário sendo espichado… Como diria aquele narrador, o impossível aconteceu. Ao largar no GP da França de 2022, Lewis Hamilton será o sexto membro do grupo de pilotos com 300GPs na F1.

Na história da F1, o primeiro a quebrar essa marca foi Rubens Barrichello, no GP da Bélgica de 2010.  Na sequência, vieram Michael Schumacher no GP da Bélgica de 2012, Jenson Button no GP da Malásia de 2016, Fernando Alonso no GP do Canadá de 2018 e Kimi Raikkonen no GP de Mônaco de 2019. 

Parece que foi ontem que aquele jovem de capacete amarelo, com uma carreira impressionante nas fórmulas inferiores e que chamou a atenção de Ron Dennis, então todo-poderoso da McLaren, estreava na F1. Apadrinhado pelo time inglês, Hamilton era uma aposta e algo totalmente diferente do que a asséptica categoria estava acostumada: era um preto com origem das classes baixas.

Embora inglês, parte do publico local torceu o nariz. E mais uma vez o jovem teve que ir contra todos para se impor. E logo no primeiro ano, 2007, estreando logo em uma equipe de ponta, não se envergonhou e logo marcou sua posição diante de um Fernando Alonso bicampeão mundial. Uma ferida se abriu no time, mas o garoto mostrou que tinha casca.

E logo no seu segundo ano, tornou-se campeão em uma decisão simplesmente de perder o folego em Interlagos, após ter conseguido o resultado que precisava a cerca de 300m da chegada. Era mais uma linha escrita nesta história.

A parceria com a McLaren parecia eterna. Mas o garoto queria mais. E no fim de 2012 deu o salto que pouca gente acreditou: foi para a Mercedes, convencido por Niki Lauda. Naquele momento, Hamilton parecia desfocado e que seria mais um daqueles casos de “grandes talentos desperdiçados”.

A relação com a Mercedes não deixava de ser uma continuidade. Afinal, quando a McLaren o apadrinhou, a montadora alemã era acionista do time. Agora, com equipe própria, era um aprofundamento. E a aposta se pagou.

Em 2013, o carro mostrava potencial, mas era um verdadeiro devorador de pneus. Mas a introdução da era híbrida em 2014 fez a Mercedes ser uma dominadora e iniciou a sequência de vitórias de Hamilton.

Muitos acabam desmerecendo estas marcas justamente por colocar os méritos somente no carro e na equipe. Ok, eles têm sua parcela em todos os sucessos. Mas este período serviu para a construção não só do Hamilton piloto, mas também do ser humano Lewis Hamilton.

2016 foi um divisor de águas. Após um início de ano muito complicado, Hamilton teve que ir atrás de seu companheiro Nico Rosberg. E mesmo com toda a escalada, o alemão obteve o título (merecidamente). Ali, um novo Hamilton nasceu. E foi se refinando a cada ano.

Com isso, marcas foram sendo empilhadas e cada mais recordes ficaram sob sua responsabilidade. Em paralelo, foi lançando seus interesses para além do esporte: começou a lidar com música, moda e outras coisas. E foi abraçando bandeiras sociais, como o combate ao racismo e ao preconceito.

Hoje, podemos dizer que Lewis Hamilton não é só um simples piloto inglês. Ele se tornou cidadão brasileiro e – principalmente – do mundo. Tem estatura para usar sua imagem para defender ideias que lhe são caras e que pode fazer diferença. Já transcendeu a imagem do grande esportista para ser sim um ativista, um ícone.

E isso incomoda a muita gente. Não são poucos os que acham que ele deveria se preocupar somente em pilotar. Ok, esta é uma opção de cada um. Mas Hamilton optou por fazer alguma coisa pelo menos. E ser inspiração para muita gente.

Mas agora Hamilton é “trezentão”. Seu contrato vai até o próximo ano e não são poucos que acham que a aposentadoria virá. Afinal de contas, terão sido 17 temporadas. Mas outros acham que ele tentará marcar seu nome de modo definitivo no quadro de recordes da F1. Toto Wolff falou que tem conversado sobre uma possível extensão para 400GPs, o que significaria pelo menos mais 5 temporadas e pilotar até 42 anos...

Não interessa. Vamos tratar de aproveitar enquanto Lewis Hamilton pode nos brindar com o que sabe fazer de melhor: pilotar um carro de corridas. E ver sua caminhada em fazer um mundo diferente, além de quebrar a escrita de que aqueles pilotos que chegam ao grupo dos 300 GPs não ganham mais...

Parabólica
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