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Volkswagen Caminhões e Ônibus lança dois novos elétricos e fala em concorrência desleal com chineses

Fabricante celebra marco histórico, amplia linha e-Volksbus e alerta sobre concorrência com importados chineses no Brasil

13 ago 2026 - 05h40
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A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) celebra 45 anos no Brasil em 2026. A linha Volksbus, criada em 1993, comemora outro feito relevante ao atingir 200 mil chassis produzidos. A produção se divide entre a fábrica de Resende (RJ) e a unidade de Anchieta (SP), onde os primeiros modelos eram montados.

A marca celebrou a conquista na LatBus 2026, principal feira de transporte de passageiros do país. Em 33 anos, a empresa evoluiu de um único modelo (o VW 16.180 CO) para mais de 50 opções voltadas aos segmentos urbano, rodoviário e de turismo. Atualmente, todos os chassis saem da fábrica de Resende para atender o mercado nacional e a exportação.

Novos chassis elétricos e-Volksbus

Durante o evento, a marca revelou dois novos chassis elétricos para ampliar a gama e-Volksbus. O primeiro é o e-Volksbus 22H, voltado a operações urbanas em corredores e vias que exigem piso elevado. Desenvolvido no país, o modelo traz baterias integradas à plataforma para otimizar o espaço.

O segundo lançamento é o e-Volksbus 18H, opção compacta direcionada ao segmento de fretamento. O modelo marca a estreia do primeiro chassi elétrico nacional focado nessa aplicação.

Ambos utilizam o motor elétrico VW SD 460 de 380 cv e 2.450 Nm de torque. O conjunto conta com baterias de LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) de 385 kWh, oferecendo recarga completa em 1h30 em estações de alta potência.

Alerta sobre a concorrência chinesa

Em conversa com a imprensa na LatBus, o presidente e CEO da VWCO, Roberto Cortes, abordou a disputa com marcas chinesas no setor de transporte. No Brasil, já temos algumas marcas presentes, como: BYD, Higer e Ankai.

Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Foto: Divulgação / Estadão

Segundo o executivo, os veículos nacionais enfrentam concorrência desigual frente aos modelos importados da China devido aos custos produtivos, à carga tributária e ao Custo Brasil.

A alíquota do imposto de importação para veículos elétricos e híbridos atingiu o teto de 35% em 1º de julho de 2026. Apesar da recomposição tarifária, Cortes ressaltou que a competição permanece complexa

O executivo ainda clamou que é necessário investimento público no setor para igualar as condições de mercado com as montadoras estrangeiras e também incentivos para fomentar o mercado de exportação nacional.

Estadão
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