Visitante come banana de obra de arte avaliada em R$ 33 milhões em museu francês
Um visitante comeu, no sábado (12), uma banana que fazia parte de uma obra avaliada em US$ 6,2 milhões (cerca de R$ 33 milhões) no Centro Pompidou, em Metz, na França. O caso só foi divulgado pelo museu na sexta-feira (18).
A instalação faz parte da obra "Comedian", do artista italiano Maurizio Cattelan. A fruta, colada à parede com fita adesiva, já havia causado controvérsia desde sua primeira exibição. Vendida em 2024, em Nova York, a obra é reconhecida por provocar discussões sobre os limites entre arte e mercado.
Afinal, o que torna uma banana tão valiosa?
Segundo o museu, após a ação do visitante, "a equipe de segurança interveio rápida e calmamente" e a banana foi "reinstalada em minutos". O item é substituído periodicamente, conforme as orientações do autor: "Como a fruta é perecível, ela é substituída regularmente de acordo com as instruções do artista", informou a direção do Pompidou.
Em resposta ao ocorrido, Cattelan afirmou que ficou frustrado. Para ele, a pessoa "confundiu a fruta com a obra de arte", e lamentou que o visitante não tivesse ingerido "a banana com casca e fita adesiva", como faria um apreciador completo da peça.
Desde sua estreia em 2019, na Art Basel de Miami, "Comedian" levanta questionamentos sobre o valor simbólico e financeiro da arte contemporânea. À época, foi colocada à venda por US$ 120 mil. O jornal New York Post definiu a venda como um sinal de que o mercado estava "à flor da pele" e que o mundo artístico havia enlouquecido.
Essa não foi a primeira vez que a banana foi consumida em público. Ainda em 2019, o artista performático David Datuna devorou a fruta durante a mesma exposição em Miami, dizendo que apenas estava com fome. Anos depois, em 2024, o empresário Justin Sun, criador da plataforma de criptomoedas Tron, repetiu o ato diante das câmeras, após comprar a obra por US$ 6,2 milhões.
Famoso por unir provocação e ironia em suas criações, Cattelan também assinou a escultura "América", um vaso sanitário funcional feito de ouro maciço. A peça, avaliada em milhões, foi oferecida a Donald Trump durante sua presidência, mas acabou sendo roubada durante uma mostra em 2020, na Inglaterra. Dois homens foram presos em março deste ano, porém o ouro não foi recuperado.