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Venezuela prende 13 após denúncia de plano para derrubar Maduro

27 jun 2019 19h20
| atualizado em 28/6/2019 às 07h44
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Entre os detidos está um general das Forças Armadas. Regime chavista acusou grupo de planejar um golpe de Estado e tentar assassinar cúpula do governo.Treze pessoas foram presas na Venezuela, entre elas um general das Forças Armadas, acusadas de participação num complô de "golpe de Estado", informou nesta quinta-feira (27/06) o ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, que vinculou ainda o suposto movimento ao líder opositor Juan Guaidó.

 Maduro afirmou que será implacável em conduzir uma "contraofensiva revolucionária" a uma "tentativa de golpe fascista"
Maduro afirmou que será implacável em conduzir uma "contraofensiva revolucionária" a uma "tentativa de golpe fascista"
Foto: DW / Deutsche Welle

"Qual foi a consequência das ações criminosas desses golpistas? A prisão", disse Rodríguez numa declaração transmitida pela emissora estatal VTV, na qual apresentou os nomes dos 13 detidos, entre eles o general de brigada Miguel Sisco Mora, que qualificou como "comandante da operação".

Na quarta-feira, o regime chavista havia denunciado o suposto complô, que teria por objetivo matar Nicolás Maduro, a primeira-dama Cilia Flores e o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello. Os governos da Colômbia, Chile e Estados Unidos foram acusados de participação na suposta conspiração.

Pelo menos 12 militares e civis ainda são procurados por suspeita de envolvimento, acrescentou Rodríguez. Ele não incluiu Guaidó entre os participantes da ação, mas citou que ele estaria por trás da tentativa.

Minutos antes, o procurador-geral, Tarek William Saab, ligado a Maduro, anunciou ter aberto uma investigação criminal contra 14 "civis e militares na reserva" sobre "os crimes de conspiração, terrorismo, traição e conspiração para cometer crimes". Sisco Mora e os militares na ativa, que segundo Rodríguez estão entre os presos ou sendo procurados, não constam da lista divulgada.

Entre os investigados estão o ex-chefe de inteligência Manuel Cristopher Figuera e o general reformado Raúl Baduel, ministro da Defesa de Hugo Chávez (1999-2013), em prisão domiciliar desde 2017 após ter ficado preso entre 2009 e 2015.

É "um grupo totalmente subversivo, liderado por um eterno fracassado, usurpador do poder de maneira circense, o cidadão Guaidó", disse o procurador à imprensa. "Não são hipóteses, são provas", insistiu Rodríguez, divulgando vídeos e gravações de conversas telefônicas sobre a elaboração do "plano golpista".

Guaidó, autoproclamado presidente interino e reconhecido no cargo para mais de 50 países, rebateu as acusações, definindo-as como "novela". A denúncia surge cerca de dois meses depois de uma fracassada tentativa de levante militar liderada pelo oposicionista.

Na quarta-feira, Maduro já havia anunciado rigor, caso ocorresse uma tentativa de golpe de Estado no país. Durante um evento com militantes, exibido em rede nacional de rádio e TV, afirmou que seria implacável em conduzir uma "contraofensiva revolucionária" a uma "tentativa de golpe fascista". "O que pode vir, não tomem isso como uma advertência ou como uma ameaça, o que pode vir é uma revolução mais radical, uma revolução mais profunda", avisou.

JPS/afp/efe

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