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Veja os empregadores do RS que entraram na lista suja por trabalho análogo à escravidão

Nova lista inclui desde restaurantes em Porto Alegre até sucatas em Sapucaia

9 abr 2026 - 09h03
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou, na última segunda-feira (6), a atualização semestral do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A nova relação soma 169 novos nomes — sendo 102 pessoas físicas e 67 jurídicas —, elevando o total de registros ativos para 613. Esta edição marca um crescimento de 6,28% no cadastro e reflete operações que resultaram no resgate de 2.247 pessoas em situação de exploração em todo o país.

Foto: Wellyngton Souza/Sesp-MT / Porto Alegre 24 horas

Nesta atualização, o setor de serviços domésticos liderou as novas inclusões com 23 casos, seguido pela pecuária de corte (18), cafeicultura (12) e construção civil (10). Pelas regras do MTE, o empregador permanece na lista por dois anos após a conclusão do processo administrativo. Por esse motivo, 225 nomes que cumpriram o prazo foram removidos nesta edição.

O Rio Grande do Sul registrou a entrada de nove novos empregadores no cadastro, espalhados por oito municípios diferentes. Ao todo, as fiscalizações em solo gaúcho identificaram 50 trabalhadores em condições degradantes, com maior incidência na agricultura e no setor de recuperação de sucatas. Atualmente, o Estado contabiliza 31 registros ativos na lista nacional.

Os casos recentes no estado abrangem diversas atividades econômicas:

  • Bento Gonçalves: A empresa Mateus Da Silva Amaral Ltda registrou o maior número de resgates no estado, com 18 trabalhadores.

  • Sapucaia do Sul: Marcus Rogerio Silva De Souza foi incluído após o resgate de 11 pessoas na atividade de recuperação de sucatas.

  • Porto Alegre: O Restaurantes Argentinos Ltda (10 trabalhadores) e Lucia Regina Dias Dell Aglio (1 serviço doméstico) passaram a integrar a lista.

  • Outras Cidades: Foram registrados casos em Caxias do Sul (Dirleu De Araujo, 3), Vacaria (Hortifrutigranjeiros Vacaria Ltda, 3), Gravataí (Makay Industria De Cosméticos, 2), Eldorado do Sul (Rosena Da Silva Dutra, 1) e Pelotas (Wladimir Azevedo Requiao, 1).

Critérios e Consequências

O trabalho análogo à escravidão é caracterizado por práticas que violam a dignidade humana, como jornadas exaustivas, servidão por dívida, retenção de documentos e condições degradantes de alojamento e alimentação. A inclusão no cadastro ocorre apenas após o encerramento dos processos administrativos, garantindo o direito de defesa aos acusados. Estar na "Lista Suja" pode gerar restrições de crédito em bancos públicos e impactos comerciais significativos para empresas e produtores.

Porto Alegre 24 horas
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