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Trump se livra de multa de quase R$ 3 bilhões por fraude empresarial

21 ago 2025 - 16h21
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Tribunal de segunda instância anulou sanção imposta ao presidente americano, acusado de inflar patrimônio de maneira fraudulenta para obter vantagens à Trump Organization. Penalidades não monetárias foram mantidas.Em uma vitória para o presidente dos EUA, Donald Trump, um tribunal de segunda instância do estado de Nova York anulou nesta quinta-feira (21/08) uma punição de meio bilhão de dólares (cerca de R$ 2,8 bilhões) aplicada contra o americano em um julgamento civil que o acusa de fraude empresarial em seus negócios familiares.

Procuradora diz que presidente americano obteve mais de um bilhão de dólares com fraudes. Na foto, Trump participa de seu julgamento em 2023
Procuradora diz que presidente americano obteve mais de um bilhão de dólares com fraudes. Na foto, Trump participa de seu julgamento em 2023
Foto: DW / Deutsche Welle

A sentença reverte a decisão de Arthur Engoron, juiz de primeira instância que havia condenado o republicano a pagar uma multa de 355 milhões de dólares (R$ 1,9 bilhão) em fevereiro de 2024. Com os juros acumulados desde então, esse valor agora ultrapassava 515 milhões de dólares.

À época, o magistrado havia concluído que Trump havia inflado sua riqueza antes de se tornar presidente em 2017, com o objetivo de enganar credores e seguradoras e obter condições mais favoráveis para a Trump Organization.

Engoron obrigou Trump a pagar quase 98% do valor. Seus filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump, e o ex-diretor financeiro da Trump Organization também foram condenados e impedidos de administrar a empresa por dois anos. Para o juíz, houve "completa falta de arrependimento e remorso" dos réus.

A decisão da Divisão de Apelações em Manhattan é uma derrota para a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, que Trump acusou de promover um "caça às bruxas" contra ele ao denunciá-lo na justiça comum em 2022.

Trump negou qualquer irregularidade, e seus advogados argumentaram que erros na declaração de sua fortuna a credores e parceiros comerciais eram irrelevantes, pois ninguém havia sido prejudicado.

Em decisão dividida, corte mantém condenação por fraude

Em uma decisão dividida, a corte formada por cinco juízes suspendeu o pagamento da multa nesta quinta-feira, mas seguiu o entendimento de que os réus agiram com "intenção necessária para fraudar" e mantiveram as sanções não monetárias.

Dois magistrados consideraram que Trump foi corretamente responsabilizado e que James "defendeu o interesse público" ao processá-lo. Eles afirmam que as evidências demonstraram que os réus "se envolveram em um padrão de fraude financeira e ilegalidade por uma década".

Contudo, ambos entenderam que a penalidade é inconstitucionalmente excessiva, uma vez que as ações não causaram "dano catastrófico". Eles mantiveram outras restrições impostas aos negócios do presidente.

Outros dois juízes também concluíram que o processo era legal, mas disseram que um novo julgamento seria necessário devido a erros cometidos pelo juiz de primeira instância.

O quinto membro do tribunal defendeu o arquivamento do caso. No voto, afirmou que o processo teve motivação política e que um novo julgamento "perturbaria a vida política dos Estados Unidos e prejudicaria seu interesse nacional".

Trump celebra "vitória total"

Em uma postagem nas redes sociais, Trump chamou a decisão de "vitória total". "Respeito muito o fato de que o Tribunal teve a coragem de rejeitar esta decisão ilegal e vergonhosa que estava prejudicando os negócios em todo o estado de Nova York", escreveu,

James afirmou que recorrerá da decisão. "Mais um tribunal determinou que o presidente violou a lei e que nosso caso tem mérito", disse.

A decisão desta quinta-feira ocorre enquanto o Departamento de Justiça dos EUA investiga James por possível fraude hipotecária. A apuração faz parte de um esforço da Casa Branca contra pessoas que investigaram Trump antes de voltar à presidência.

gq (Reuters, DW)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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