Trump determina reavaliação de Green Cards de 19 nações
A ordem foi emitida um dia após um ataque com armas de fogo ocorrido próximo à Casa Branca, resultando em dois militares da Guarda Nacional gravemente feridos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) a realizar a reavaliação de todos os "Green Cards" concedidos a imigrantes provenientes de 19 países específicos. A determinação foi comunicada nesta quinta-feira (27).
O Green Card é o documento que confere a condição de residência permanente nos EUA. Ele permite que cidadãos estrangeiros trabalhem e residam no território americano, além de servir como etapa para a obtenção da cidadania.
A ordem foi emitida um dia após um ataque com armas de fogo ocorrido próximo à Casa Branca, resultando em dois militares da Guarda Nacional gravemente feridos. As autoridades informaram que o autor dos disparos é um cidadão afegão com status irregular e que foi detido.
Fontes da imprensa americana indicam que as nações sujeitas à revisão são as mesmas que, em junho, foram alvo de uma restrição anterior do governo Trump. Na ocasião, o presidente havia impedido a entrada de cidadãos de 12 dessas nações e impôs limitações para as demais.
Lista de países sujeitos à revisão do Green Card:
-
Afeganistão
-
Chade
-
Congo
-
Eritreia
-
Guiné Equatorial
-
Haiti
-
Irã
-
Iêmen
-
Líbia
-
Mianmar
-
Somália
-
Sudão
-
Burundi
-
Cuba
-
Laos
-
Serra Leoa
-
Togo
-
Turcomenistão
-
Venezuela
Em uma publicação em rede social, o diretor do USCIS, Joe Edlow, confirmou que o presidente ordenou uma reavaliação "completa e rigorosa" de todos os Green Cards de imigrantes originários de países considerados sensíveis. Edlow complementou que a proteção do país e da população continua sendo a prioridade, e que a segurança dos Estados Unidos não seria objeto de negociação.
At the direction of @POTUS, I have directed a full scale, rigorous reexamination of every Green Card for every alien from every country of concern.
— USCIS Director Joseph B. Edlow (@USCISJoe) November 27, 2025
Antes do anúncio sobre os vistos de residência, o governo dos EUA já havia informado que todos os pedidos de asilo que foram aprovados durante o governo anterior, de Joe Biden (entre 2021 e 2025), também seriam revisados.
O ataque dessa quarta-feira (26) ocorreu por volta das 14h30, horário local (16h30 em Brasília), a poucos quarteirões da Casa Branca, em uma área movimentada com comércio. O presidente Trump e o vice-presidente J.D. Vance não estavam na residência oficial no momento do incidente, pois tinham deixado Washington devido ao feriado de Ação de Graças.
Em um comunicado posterior, o presidente classificou o caso como um "ato de terror". O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando o caso sob a classificação de terrorismo.
O suspeito foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos. As autoridades consideram a possibilidade de ele ter agido sem a ajuda de terceiros.
Segundo informações do diretor da CIA, John Ratcliffe, Lakanwal trabalhou em colaboração com o governo americano, incluindo a Agência Central de Inteligência, quando estava no Afeganistão. Ele entrou nos Estados Unidos no ano de 2021. A imprensa americana informou que o cidadão afegão solicitou asilo aos Estados Unidos em 2024, durante o governo de Joe Biden, e teve o pedido aceito em abril do ano em curso, sob a administração de Donald Trump.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou nesta quinta-feira que buscará a aplicação da pena de morte contra o acusado, caso os dois militares atingidos não se recuperem do ataque.