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Trump determina reavaliação de Green Cards de 19 nações

A ordem foi emitida um dia após um ataque com armas de fogo ocorrido próximo à Casa Branca, resultando em dois militares da Guarda Nacional gravemente feridos

27 nov 2025 - 19h48
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) a realizar a reavaliação de todos os "Green Cards" concedidos a imigrantes provenientes de 19 países específicos. A determinação foi comunicada nesta quinta-feira (27).

Fontes da imprensa americana indicam que as nações sujeitas à revisão são as mesmas que, em junho, foram alvo de uma restrição anterior do governo Trump
Fontes da imprensa americana indicam que as nações sujeitas à revisão são as mesmas que, em junho, foram alvo de uma restrição anterior do governo Trump
Foto: Canva fotos / Perfil Brasil

O Green Card é o documento que confere a condição de residência permanente nos EUA. Ele permite que cidadãos estrangeiros trabalhem e residam no território americano, além de servir como etapa para a obtenção da cidadania.

A ordem foi emitida um dia após um ataque com armas de fogo ocorrido próximo à Casa Branca, resultando em dois militares da Guarda Nacional gravemente feridos. As autoridades informaram que o autor dos disparos é um cidadão afegão com status irregular e que foi detido.

Fontes da imprensa americana indicam que as nações sujeitas à revisão são as mesmas que, em junho, foram alvo de uma restrição anterior do governo Trump. Na ocasião, o presidente havia impedido a entrada de cidadãos de 12 dessas nações e impôs limitações para as demais.

Lista de países sujeitos à revisão do Green Card:

  • Afeganistão

  • Chade

  • Congo

  • Eritreia

  • Guiné Equatorial

  • Haiti

  • Irã

  • Iêmen

  • Líbia

  • Mianmar

  • Somália

  • Sudão

  • Burundi

  • Cuba

  • Laos

  • Serra Leoa

  • Togo

  • Turcomenistão

  • Venezuela

Em uma publicação em rede social, o diretor do USCIS, Joe Edlow, confirmou que o presidente ordenou uma reavaliação "completa e rigorosa" de todos os Green Cards de imigrantes originários de países considerados sensíveis. Edlow complementou que a proteção do país e da população continua sendo a prioridade, e que a segurança dos Estados Unidos não seria objeto de negociação.

Antes do anúncio sobre os vistos de residência, o governo dos EUA já havia informado que todos os pedidos de asilo que foram aprovados durante o governo anterior, de Joe Biden (entre 2021 e 2025), também seriam revisados.

O ataque dessa quarta-feira (26) ocorreu por volta das 14h30, horário local (16h30 em Brasília), a poucos quarteirões da Casa Branca, em uma área movimentada com comércio. O presidente Trump e o vice-presidente J.D. Vance não estavam na residência oficial no momento do incidente, pois tinham deixado Washington devido ao feriado de Ação de Graças.

Em um comunicado posterior, o presidente classificou o caso como um "ato de terror". O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando o caso sob a classificação de terrorismo.

O suspeito foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos. As autoridades consideram a possibilidade de ele ter agido sem a ajuda de terceiros.

Segundo informações do diretor da CIA, John Ratcliffe, Lakanwal trabalhou em colaboração com o governo americano, incluindo a Agência Central de Inteligência, quando estava no Afeganistão. Ele entrou nos Estados Unidos no ano de 2021. A imprensa americana informou que o cidadão afegão solicitou asilo aos Estados Unidos em 2024, durante o governo de Joe Biden, e teve o pedido aceito em abril do ano em curso, sob a administração de Donald Trump.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou nesta quinta-feira que buscará a aplicação da pena de morte contra o acusado, caso os dois militares atingidos não se recuperem do ataque.

Perfil Brasil
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