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Trump ameaça Brasil com nova tarifa e diz que país "não tem sido bom" aos EUA

9 jul 2025 - 17h29
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (9) que novas tarifas contra parceiros comerciais estão prestes a ser anunciadas. Entre os países citados, o Brasil aparece como um dos alvos da nova investida americana. Segundo o republicano, o anúncio deve ser feito "ainda esta tarde ou amanhã de manhã".

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Foto: depositphotos.com / palinchak / Perfil Brasil

"O Brasil, por exemplo, não tem sido bom conosco, nada bom", declarou Trump a jornalistas durante reunião com líderes africanos na Casa Branca. "Vamos divulgar um número referente ao Brasil ainda esta tarde ou amanhã de manhã."

A ofensiva tarifária inclui o envio de uma nova rodada de cartas a governos estrangeiros. Nesta etapa, os percentuais das tarifas variam de 25% a 40%, com aplicação prevista para 1º de agosto. Até agora, sete países foram oficialmente notificados: Argélia, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka.

Tarifas como estratégia ou retaliação?

Na segunda-feira (7), outras 14 nações receberam os comunicados. De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, novas correspondências seriam entregues ao longo da semana. As medidas, segundo Trump, têm respaldo em dados anteriores. "Fatos muito, muito substanciais", disse o presidente ao justificar a decisão. Apesar disso, informações do Ministério do Desenvolvimento mostram que o Brasil acumula déficits comerciais com os Estados Unidos desde 2009. No período, a balança ficou negativa em US$ 88,61 bilhões — o equivalente a R$ 484 bilhões.

Na terça-feira (8), o republicano estendeu a pressão ao bloco do Brics. Trump prometeu tarifa de 10% sobre todos os países-membros, sob alegação de que o grupo tenta minar o papel do dólar como moeda internacional.

"Se eles quiserem jogar esse jogo, tudo bem, mas eu também sei jogar", afirmou. "Qualquer país que fizer parte do Brics terá uma tarifa de 10%, apenas por esse motivo." O Brics reúne Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.

Trump acrescentou: "O que eles estão tentando fazer é destruir o dólar para que outro país assuma a posição e torne sua moeda o novo padrão. Perder o padrão mundial do dólar seria como perder uma grande guerra mundial. Não seríamos mais o mesmo país. E não vamos deixar isso acontecer."

Em resposta, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a autonomia dos países emergentes. "Não aceitamos intromissão de quem quer que seja", afirmou. "Nós defendemos o multilateralismo."

A fala de Lula veio após uma publicação feita por Trump na rede Truth Social, na qual ele acusava os países do Brics de adotarem "políticas antiamericanas". Segundo fontes da administração americana, não há um decreto pronto, e futuras ações dependerão da movimentação do bloco.

A iniciativa de Trump ocorre enquanto ele tenta acelerar a conclusão de acordos bilaterais. Até agora, obteve avanços preliminares com apenas três países. A estratégia de envio das cartas e a divulgação pública nas redes fazem parte do esforço para aumentar a pressão.

Na segunda, Trump assinou um decreto que adia para 1º de agosto o início do novo pacote tarifário. Antes, a medida entraria em vigor nesta quarta-feira (9). "As tarifas começarão a ser pagas em 1º de agosto de 2025", reforçou. "Nenhuma prorrogação será concedida."

Já no domingo (6), ele havia antecipado que os parceiros comerciais seriam notificados sobre os percentuais a pagar, caso não chegassem a um entendimento com os EUA.

Perfil Brasil
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