Tenista britânica reclama do cheiro de maconha no US Open
Katie Boulter relata perda de foco durante as partidas em Nova York, enquanto a organização reforça o combate ao consumo no complexo
A tenista britânica Katie Boulter criticou o forte cheiro de maconha no US Open, afirmando que a fumaça vinda do parque vizinho prejudica o foco e o rendimento nos jogos e treinos. O odor, recorrente devido à legalização do uso recreativo em Nova York, já foi alvo de queixas de atletas como Casper Ruud no passado e rendeu à Quadra 17 o apelido de 'quadra do haxixe', embora o tema divida opiniões e seja tratado com bom humor por outras competidoras, como Fran Jones.
A disputa de um dos torneios mais importantes do circuito mundial de tênis trouxe à tona uma reclamação inusitada por parte dos atletas. A tenista britânica Katie Boulter, que atualmente ocupa a 60ª posição da WTA e é a melhor ranqueada do seu país, fez uma declaração marcante sobre o cheiro de maconha no US Open durante entrevista ao jornal The Independent.
Tenista britânica reclama do cheiro de maconha no US Open
Para a atleta, a presença da fumaça vinda das proximidades do complexo esportivo em Nova York afeta a rotina de treinos e atrapalha o rendimento nas partidas.
Sobre a presença da substância nas áreas de jogo, a britânica desabafou: "Sim, já senti o cheio de cannabis. Você vai para as quadras de treino e, lá embaixo, nas quadras do parque, sente muito o cheiro. Mas é, não gosto muito disso. Sei que muitos jogadores reclamaram de algumas quadras específicas. Já joguei em uma delas e senti o cheiro durante a partida. É algo que eu não gostaria de sentir no meio do jogo". A atleta destacou ainda como o fator compromete o desempenho técnico: "Estou tentando manter o foco e, obviamente, isso te tira a concentração; é algo que você realmente não quer. Você não precisa de distrações. Então, é, não gostei muito disso".
Histórico de reclamações e a chamada quadra do haxixe
A incômoda situação decorre do fato de o uso recreativo da cannabis ser legalizado na cidade de Nova York, embora a organização do evento proíba o consumo nas dependências de Flushing Meadows. Em edições anteriores, o norueguês Casper Ruud, número 20 do mundo na ATP, já havia classificado o odor como a "pior coisa" de se competir no local. Por conta da proximidade com o parque público Corona Park, a mídia europeia chegou a apelidar a Quadra 17 do complexo como a "quadra do haxixe".
A reação entre as competidoras varia conforme o estilo de cada atleta. Enquanto Katie Boulter demonstrou incômodo antes da estreia contra a americana Carol Young Suh Lee, sua compatriota Fran Jones, 104ª colocada da WTA, preferiu encarar o cenário com bom humor.
Após garantir vaga na primeira rodada contra a polonesa Magda Linette, Fran Jones relembrou a experiência vivida na edição anterior: "No ano passado, fiz uma piada sobre isso na minha primeira rodada e perguntei a um cara: 'Isso é normal?'. Porque eu estava na quadra, que fica ao lado do parque. Ele respondeu: 'Sim'. E eu disse: 'Bom, não é à toa que estou jogando tão bem'. Este ano, vou pensar: 'Não, foco total, foco total!'".
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