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Fintechs do Reino Unido são forçadas a suspender serviços após colapso da Wirecard

26 jun 2020
13h57
atualizado às 14h24
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Clientes de várias empresas financeiras digitais britânicas não conseguiram efetuar pagamentos ou acessar suas contas nesta sexta-feira, com o colapso da empresa alemã de pagamentos Wirecard causando problemas nas fronteiras.

25/04/2019. REUTERS/Michael Dalder
25/04/2019. REUTERS/Michael Dalder
Foto: Reuters

A falência da Wirecard na quinta-feira, devendo quase quatro bilhões de dólares, fez a Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) impor restrições à unidade da empresa no país.

Isso forçou empresas que dependiam dos serviços da Wirecard a suspender temporariamente seus próprios serviços, levando dezenas de clientes a reclamar nas redes sociais sobre não conseguir acessar serviços vitais - e seu dinheiro.

O emissor de cartões Curve detectou interrupção temporária dos serviços e orientou clientes a usar pagamento alternativos, enquanto o provedor de contas Pockit disse que as contas dos clientes ficariam inacessíveis por um curto período e que está trabalhando com a FCA para encontrar uma solução.

A FCA disse que as regras protegem e devolvem o dinheiro do cliente caso uma empresa entre em falência.

"A Wirecard está sob a exigência dos Regulamentos sobre Dinheiro Eletrônico para manter as medidas apropriadas para proteger o dinheiro dos clientes", afirmou o órgão fiscalizador financeiro do Reino Unido.

Sarah Kocianski, chefe de pesquisa da consultoria fintech 11:FS, disse que os efeitos indiretos do colapso da Wirecard representaram um grande teste para as empresas digitais, que frequentemente dependem de serviços de back-end fornecidos por empresas maiores.

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