Sobreviveu a um trem, a uma picada de cobra e a mais de 30 cirurgias; agora, Fabiana faz vakinha para continuar andando
Após três décadas de cirurgias, amputação da perna e novas infecções, Fabiana precisa de uma prótese de alta tecnologia para evitar complicações e preservar sua autonomia
Após três décadas de cirurgias, amputação da perna e novas infecções, Fabiana precisa de uma prótese de alta tecnologia para evitar complicações e preservar sua autonomia.
Em 1995, a professora Fabiana Nunes Moraes viveu uma situação que parece roteiro de cinema.
No mesmo instante em que foi atropelada por um trem, também foi picada por uma cobra.
Ela sobreviveu.
Mas aquela tarde marcou o início de uma batalha que já dura três décadas.
Depois de dezenas de cirurgias, uma amputação e sucessivas infecções, Fabiana enfrenta agora um novo desafio: conseguir uma prótese capaz de preservar sua mobilidade e evitar que a infecção volte a comprometer sua saúde.
Sem condições de arcar com o tratamento, familiares e amigos criaram uma Vakinha para ajudá-la.
Um acidente que nunca terminou
Logo após o acidente, os médicos acreditavam que ela dificilmente sobreviveria.
Segundo Fabiana, a mãe ouviu que as chances eram praticamente as mesmas, independentemente da cirurgia.
"O médico falou para minha mãe que eu tinha 99% de chances de morrer."
Ela passou por uma cirurgia no crânio, sofreu três paradas cardíacas e permaneceu internada por meses.
Mas o maior problema ainda nem havia sido descoberto.
A picada da cobra passou despercebida.
Com o fêmur quebrado, um torniquete impediu que o veneno se espalhasse pelo corpo — e, ao mesmo tempo, concentrou toda a destruição em sua perna direita.
Anos depois, um infectologista explicaria que esse detalhe provavelmente salvou sua vida.
Trinta anos tentando salvar uma perna
Foram dezenas de cirurgias reconstrutivas. Enxertos. Retirada de músculos. Antibióticos fortíssimos. Internações. Câmara hiperbárica.
Mesmo assim, a infecção nunca foi completamente vencida.
Em 2017, depois de mais de vinte anos convivendo com dores intensas e osteomielite crônica, veio a decisão mais difícil.
Amputar a perna abaixo do joelho.
"Eu não aguentava mais de dor."
Mas a amputação não encerrou a luta.
Poucas semanas depois, uma infecção hospitalar levou Fabiana novamente ao centro cirúrgico.
Vieram novas internações, novas limpezas e mais um longo tratamento com antibióticos.
O desafio agora é continuar andando
Hoje, oito anos depois da amputação, Fabiana enfrenta um novo obstáculo.
A perda de volume do coto fez com que a prótese deixasse de se ajustar corretamente.
O atrito já provoca ferimentos e aumenta o risco de novas infecções.
Os médicos indicaram uma prótese endoesquelética com sistema de bombeamento a vácuo, tecnologia que acompanha as mudanças do corpo ao longo do dia e reduz o risco de lesões.
O equipamento, porém, custa cerca de R$ 38 mil.
Uma nova caminhada
Depois de sobreviver ao acidente, enfrentar dezenas de cirurgias e aprender a viver com uma prótese, Fabiana diz que seu maior desejo continua sendo o mesmo: manter a autonomia.
Hoje, a Vakinha criada busca arrecadar os recursos necessários para que ela possa continuar caminhando com segurança e qualidade de vida.
Para quem acompanha sua história, a campanha representa o próximo capítulo de uma luta que começou há trinta anos — e que, mais uma vez, ela espera vencer. Ajude a Fabiana a Andar Sem Dor!
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