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Sobe para 31 o número de mortos após ataque russo a Kiev

1 ago 2025 - 08h36
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Na capital ucraniana, prédios residenciais foram destruídos, e pelo menos cinco crianças morreram. Balanço divulgado pela Ucrânia aponta que julho foi o mês com o maior número de ataques com drones por parte da Rússia.De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (01/08) pelo presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, subiu para 31 o número de mortos devido a um ataque russo com drones e mísseis na capital do país, Kiev, lançado na madrugada de quarta para quinta-feira. Ao menos 159 pessoas ficaram feridas.

Prédio residencial em Kiev atingido por mísseis russos na madrugada de quarta para quinta
Prédio residencial em Kiev atingido por mísseis russos na madrugada de quarta para quinta
Foto: DW / Deutsche Welle

"Até agora, foram confirmadas 31 mortes, entre elas cinco crianças, sendo que a mais nova tinha apenas dois anos. Minhas condolências às famílias e entes queridos", escreveu Zelenski em sua conta na rede social X, onde também informou que 16 crianças ficaram feridas.

Zelenski divulgou a mensagem após ter recebido um relatório do ministro do Interior ucraniano, Igor Klimenko. Ele classificou o ataque como um "golpe vil" da Rússia que demonstra "a necessidade de aumentar a pressão sobre Moscou" por meio de mais sanções.

"Por mais que o Kremlin negue sua eficácia, as sanções funcionam e devem ser reforçadas. Elas devem ser direcionadas contra tudo o que permita que esses ataques continuem", disse Zelenski.

De acordo com informações da Força Aérea da Ucrânia, o ataque russo foi composto por um total de 309 drones e oito mísseis de cruzeiro. Deles, 288 drones e três mísseis de cruzeiro teriam sido interceptados.

O principal alvo foi a capital ucraniana, onde mísseis destruíram a fachada de um prédio residencial de nove andares. Em outro ataque, na região de Zaporíjia, no sudeste do país, um homem de 63 anos morreu quando o prédio onde ele estava foi atingido por uma granada.

Zelenski convoca a ONU

Devido ao ataque, a Ucrânia convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para a tarde desta sexta-feira. A ideia é reunir aliados e aumentar a pressão sobre a Rússia para que a guerra seja encerrada.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, disse que a reunião poderá ser uma plataforma para que os países deixem clara sua posição em relação ao conflito.

"Putin rejeita os esforços de paz e quer prolongar sua guerra. E o mundo tem a força necessária para detê-lo, por meio de pressão conjunta e uma posição de princípio a favor de um cessar-fogo total, imediato e incondicional", afirmou Sybiha, em informação publicada no jornal britânico The Guardian.

Julho tem recorde de ataques com drones

O presidente da Ucrânia também divulgou um balanço do número de bombardeios russos contra o país no último mês: "Só em julho, a Rússia utilizou mais de 5.100 bombas planadoras contra a Ucrânia, mais de 3.800 'Shaheds' e quase 260 mísseis de diversos tipos, 128 deles balísticos".

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, houve um recorde de ataques com drones no período, com a utilização de 6.297 drones de longo alcance, e com a Ucrânia sendo atacada durante todas as noites do mês.

Com isso, Moscou utilizou 16% mais drones contra a Ucrânia do que em junho. Além disso, os ataques aumentaram em julho pelo terceiro mês consecutivo.

Neste ano, o Exército russo só atacou o país vizinho com mais mísseis durante o mês de junho, segundo dados ucranianos.

"Isso só pode ser detido por meio de esforços conjuntos dos Estados Unidos, da Europa e de outros atores globais", enfatizou Zelenski.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que recentemente estabeleceu um novo prazo para a Rússia encerrar a invasão até 8 de agosto, disse aos jornalistas que classifica como "repugnante o que eles [russos] estão fazendo".

gb/md (EFE, dpa, AFP, ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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