Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Servidor afirma em depoimento que governo Bolsonaro tentou ligar Lula a facção criminosa

14 jul 2025 - 14h11
Compartilhar
Exibir comentários

Durante depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (14), o servidor do Ministério da Justiça Clebson Ferreira afirmou que recebeu um pedido para analisar dados que pudessem estabelecer uma ligação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e facções criminosas. A solicitação partiu, segundo ele, de uma subsecretária da pasta, ainda na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Bolsonaro durante interrogatório na 1ª Turma do STF sobre trama golpista
Bolsonaro durante interrogatório na 1ª Turma do STF sobre trama golpista
Foto: Ton Molina/STF / Perfil Brasil

As declarações foram dadas no âmbito das investigações sobre uma suposta articulação golpista em 2022. Ferreira atuava na Secretaria de Inteligência do Ministério da Justiça na época dos fatos.

Além disso, contou que foi encarregado de produzir um relatório sobre cidades onde o então candidato Lula apresentava ampla vantagem eleitoral, superando 75% dos votos válidos.

Ligação entre Lula e facções é usada com viés político, afirma servidor ao STF

O STF ouviu nesta segunda-feira testemunhas de acusação em três frentes das ações penais da trama golpista, que reúnem 23 réus. O núcleo 2 é responsável pelo gerenciamento de ações e tem seis acusados. O núcleo 3 está ligado a ações coercitivas, com dez denunciados. Já o núcleo 4 é voltado à produção de desinformação estratégica e reúne sete nomes.

À tarde, foi a vez do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, prestar depoimento no processo. Ele firmou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e se comprometeu a ajudar a esclarecer as atividades dos demais núcleos da investigação.

Durante a audiência, Clebson Ferreira também foi questionado sobre mensagens trocadas com a então esposa. Em uma delas, ele menciona uma demanda da diretoria do Ministério da Justiça para elaborar uma correlação estatística entre votos em áreas dominadas pelo Comando Vermelho e a votação de Lula.

"Camila é minha esposa à época, agora minha ex-esposa, e às vezes eu mantinha contato com ela quando chegava alguma demanda com algum tipo de viés político, referente a tentar ajudar o governo", disse o servidor.

"Eu lembro que tinha mencionado que chegou um pedido para tentar ver análise e correlação estatística da concentração de votos em territórios do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, para ver se tinha correlação se o candidato Lula tinha maior concentração de votos em área dominadas por facção criminosa", completou.

Em outro trecho do depoimento, Ferreira contou que a área de inteligência solicitou um mapeamento dos locais em que Bolsonaro e Lula registraram ao menos 75% dos votos. Segundo ele, a ação visava identificar um padrão de comportamento das forças policiais.

"Onde Lula tinha mais de 75% houve uma pressão nas adjacências de trânsito, não só nas cidades, mas nas circunvizinhas", afirmou.

"Quando fiz os dados e filtrei 75% acima, houve um mar vermelho de pontos no Nordeste e começaram a explodir na minha raspagem de dados e notícias de que pessoas estavam impedidas [de votar] por congestionamentos grandes. E eu vi que uma cidade do meu estado estava sofrendo isso", concluiu.

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade