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"Senti que aquilo não estava certo", diz tia que evitou sequestro em maternidade no Piauí

Mulher mantinha uma farsa altamente estruturada fora do hospital pra realizar o sequestro

15 jul 2026 - 08h10
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Um sequestro acabou revelando uma farsa no Piauí. A Polícia Civil do Piauí revelou detalhes impressionantes sobre a técnica de enfermagem que tentou o sequestro de uma recém-nascida de dentro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Os investigadores descobriram que a mulher mantinha uma farsa altamente estruturada fora do hospital para realizar o sequestro. Ela afirmava aos familiares que estava grávida e mantinha, inclusive, um quarto totalmente equipado em sua residência para receber a criança, contendo berço, banheira, roupas infantis e pacotes de fraldas.

Tia desconfia de técnica de enfermagem, segue funcionária e impede sequestro de recém
Tia desconfia de técnica de enfermagem, segue funcionária e impede sequestro de recém
Foto: nascida em maternidade — Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

Os parentes da suspeita declararam em depoimento que realmente acreditavam na gestação, embora ela nunca tivesse apresentado exames médicos confirmatórios. Os agentes realizaram buscas na casa da investigada e constataram a presença do enxoval completo, o que reforça a tese de um sequestro planejado detalhadamente.

O flagrante do sequestro só não ocorreu no momento exato porque a tia da bebê desconfiou da conduta da funcionária e agiu rapidamente. A técnica de enfermagem, que estava em seu dia de folga, pegou a recém-nascida sob o falso pretexto de submetê-la a exames de rotina. Ao perceber a movimentação suspeita, a familiar interceptou a técnica e encontrou a criança escondida dentro de uma bolsa de viagem.

Prisão preventiva e o embate sobre a sanidade mental da suspeita

A Justiça do Piauí decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem após a denúncia do caso. Logo após a repercussão do crime, familiares internaram a suspeita em uma clínica psiquiátrica. Os policiais civis efetuaram a prisão no momento exato em que ela recebia alta da instituição médica. Durante o interrogatório formal na delegacia, a investigada preferiu exercer o seu direito constitucional de permanecer em silêncio.

JÁ a defesa da técnica de enfermagem alegou que ela sofre de graves problemas de saúde mental. Os advogados sustentam que a cliente apresenta sintomas esquizofrênicos ativos, utiliza forte medicação psiquiátrica e carece de discernimento para compreender a gravidade das próprias ações.

"Por mais que esse crime realmente seja extremamente incomum, nós não trabalhamos com essa hipótese de insanidade mental, a ponto de afastar a responsabilidade do que ela fez." — declarou um dos investigadores responsáveis pelo caso na Polícia Civil.

Os laudos preliminares indicam que a investigada agiu de forma solitária, sem cúmplices dentro ou fora da instituição de saúde. A polícia indiciou a técnica pelo crime de tentativa de sequestro de menor de idade. A acusada enfrentará o processo criminal sob custódia do Estado, sujeita a uma pena que varia de dois a oito anos de reclusão.

Perfil Brasil
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