Safety Summit se consolida entre os maiores eventos LATAM
O Safety Summit 2026 se tornou uma das principais plataformas de debate sobre saúde, segurança e meio ambiente (EHS) da América Latina ao abordar inovação, inteligência artificial e cultura de segurança alinhadas às atualizações da NR-1. Com o tema "Da Intenção à Ação" ("From Intention to Action"), o evento reuniu especialistas e líderes do setor, premiou iniciativas inovadoras e lançou o Safety Evolution Program.
A terceira edição do MSA Safety Summit, ocorrida este mês, consolidou o evento como uma das principais plataformas de discussão sobre saúde, segurança e meio ambiente (EHS) da América Latina. Realizado com o conceito "From Intention to Action" ("Da Intenção à Ação"), o encontro ampliou sua atuação regional e reforçou a importância da transformação digital e da liderança estratégica como pilares para o futuro da segurança do trabalho, em alinhamento aos princípios da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).
Segundo Maurício Alvares, diretor de desenvolvimento de negócios, serviços e soluções da MSA Brasil, o principal objetivo da edição 2026 foi elevar o Safety Summit a um novo patamar regional. De acordo com o executivo, até 2024 o evento possuía foco nacional, concentrado no Brasil, mas, em 2026, passou a ter como desafio a cobertura de toda a América Latina. Alvares destacou que o objetivo foi ampliar a disseminação de novas tecnologias e inovação voltadas à segurança dos funcionários, além de apresentar cases de sucesso de diferentes setores e palestrantes latino-americanos, trazendo profundidade e representatividade à concepção do evento.
A iniciativa reuniu especialistas de segmentos como óleo e gás, mineração, alimentos e bebidas e utilidades públicas, promovendo uma abordagem multidisciplinar sobre os desafios atuais do setor de EHS.
Para Carlos Villacian, vice-presidente e gerente-geral Latam da MSA, o Safety Summit tem o papel de acelerar a evolução da cultura de segurança nas organizações e preparar empresas e profissionais para os desafios das próximas gerações. Segundo o executivo, o evento funciona como uma oportunidade para compartilhar experiências e ajudar as companhias a evoluírem na construção de ambientes de trabalho cada vez mais seguros.
O conceito central desta edição nasceu a partir de um trabalho colaborativo entre organizadores, palestrantes e painelistas das edições anteriores. A proposta foi discutir não apenas iniciativas e projetos ligados à segurança, mas principalmente os desafios de implementação e execução com excelência. Essa abordagem está alinhada aos princípios da NR‑1, que valorizam o trabalho em equipe, o aprendizado contínuo e a evolução das práticas de gestão de riscos a partir de experiências concretas.
A programação trouxe debates sobre cultura organizacional, liderança humanizada, inteligência artificial, predição de riscos, fatores humanos e o novo perfil do profissional de EHS.
Durante o evento, a dinâmica colaborativa "Espelho Coletivo" reuniu a visão de mais de 300 profissionais sobre o futuro da segurança industrial nos próximos 10 anos. As respostas apontaram para uma área mais integrada à tecnologia, à gestão estratégica e aos fatores humanos, com segurança cada vez mais preditiva, automatizada e baseada em dados, com o apoio crescente de inteligência artificial, robôs e sistemas conectados para a antecipação de riscos. Ao mesmo tempo, os participantes reforçaram que, mesmo diante do avanço tecnológico, o fator humano continuará no centro das organizações. Lideranças mais empáticas, segurança psicológica e cuidado genuíno com as pessoas apareceram entre os pilares considerados essenciais para o futuro da área.
As discussões também reforçaram o alinhamento do evento à atualização da NR-1, especialmente em temas ligados à gestão de riscos, saúde mental, fatores psicossociais, prevenção e cultura organizacional.
De acordo com Alvares, a NR-1 deixou de ser apenas um processo burocrático e documental para assumir um papel muito mais voltado à gestão de riscos e à cultura organizacional. Ainda conforme o executivo, o Safety Summit reflete exatamente essa transformação ao trabalhar esses dois pilares de forma integrada e alinhada às atualizações da NR-1.
Villacian também destacou que a evolução da segurança corporativa estará diretamente conectada à inovação tecnológica. Segundo ele, a inteligência artificial e as ferramentas preditivas tendem a transformar a forma como as indústrias operam ao redor do mundo, tornando a segurança cada vez mais preditiva e menos reativa. O executivo ressaltou ainda que a tecnologia ajudará as empresas a prevenirem incidentes antes mesmo de acontecerem.
Destaques da programação
Entre os destaques da programação esteve a palestra do professor doutor e engenheiro de segurança Josué Eduardo Maia França. Em "Houston, we have a solution!", o especialista trouxe reflexões sobre o mundo BANI e a necessidade de novas abordagens em saúde e segurança, abordando temas como criatividade, tecnologia e desenvolvimento de competências humanas.
Vale destacar a apresentação de Borja Castelar, ex-diretor do LinkedIn Latam e autor do livro Human Skills, sobre inteligência artificial e o futuro do trabalho. O especialista apresentou a importância das human skills, da aprendizagem contínua e da adaptação às transformações tecnológicas.
Um dos momentos mais marcantes foi a participação de Luis Urzúa, líder do grupo dos 33 mineiros resgatados da mina San José, no Chile, em 2010. Ao compartilhar sua experiência durante os 69 dias de confinamento subterrâneo, Urzúa trouxe reflexões sobre liderança, trabalho em equipe e tomada de decisão em situações extremas.
Safety Innovation Awards e Safety Evolution Program
A edição 2026 também apresentou o Safety Innovation Awards, premiação criada pela MSA para incentivar a inovação em segurança do trabalho. Foram mais de 200 cases inscritos por empresas da América Latina. O projeto vencedor foi o da Vale, com a criação de um Centro de Operações Remotas (COR), capaz de operar equipamentos pesados a até 80 km de distância, eliminando a exposição dos operadores aos riscos presentes na operação de descaracterização de barragens.
Durante o evento, a MSA também anunciou o lançamento do Safety Evolution Program, iniciativa voltada ao aprofundamento estratégico de líderes de EHS. O programa terá carga horária de 60 horas e será estruturado em três pilares: Data Driven & Inteligência Artificial, Fatores Humanos & Comportamento e Presença Executiva & Influência.
Com forte alinhamento às transformações regulatórias e tecnológicas do setor, o MSA Safety Summit 2026 reforçou o posicionamento da companhia na construção do futuro da segurança corporativa na América Latina.
Website: https://br.msasafety.com/?locale=pt
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.