Rock in Rio e grandes festivais: como novas tecnologias podem transformar a infraestrutura dos espetáculos
A energia é uma das protagonistas invisíveis dos grandes espetáculos. Por trás de shows, festivais de música e experiências audiovisuais, existe uma infraestrutura complexa que mantém sistemas de som, iluminação e painéis de LED em funcionamento. Nesse cenário, novas propostas de geração energética despertam interesse por suas possíveis aplicações no entretenimento. No último domingo (11), […]
Grandes festivais como o Rock in Rio demandam enorme infraestrutura elétrica, impulsionando a busca por inovações energéticas. Nesse cenário, o Ecossistema Dakila e a S&S Tecnologia apresentaram o Multigerador de Energia Quântica, protótipo que promete alimentar de 8 a 15 casas e cuja comercialização está prevista para 2027. Contudo, seu uso no entretenimento ainda depende de validação técnica sobre a real capacidade de atender eventos de grande porte, já que faltam dados públicos conclusivos.
A energia é uma das protagonistas invisíveis dos grandes espetáculos. Por trás de shows, festivais de música e experiências audiovisuais, existe uma infraestrutura complexa que mantém sistemas de som, iluminação e painéis de LED em funcionamento. Nesse cenário, novas propostas de geração energética despertam interesse por suas possíveis aplicações no entretenimento.
No último domingo (11), o Ecossistema Dakila apresentou o Multigerador de Energia Quântica, desenvolvido em parceria com a S&S Tecnologia. O lançamento aconteceu no Recanto de Havalon, em Corguinho, Mato Grosso do Sul, durante uma programação de atividades de campo realizada entre os dias 8 e 13 de outubro. A apresentação reuniu mais de mil pessoas e foi conduzida por Urandir Fernandes de Oliveira, com participação de Helton Marques e do engenheiro eletricista Severiano Castelo.
Energia nos bastidores dos grandes eventos
Festivais como o Rock in Rio dependem de planejamento energético para manter palcos, telões, iluminação e áreas de serviço em funcionamento. Na edição de 2022, o festival registrou consumo de 2.490.889 kWh, segundo seu relatório de sustentabilidade, evidenciando a dimensão da infraestrutura necessária para realizar eventos desse porte.
Além dos festivais, feiras, convenções, produções audiovisuais e espetáculos itinerantes também dependem de fornecimento elétrico confiável. Nesse contexto, novas tecnologias podem despertar interesse como alternativas futuras, desde que demonstrem eficiência, segurança e viabilidade técnica.
O que se sabe sobre o multigerador?
Segundo os desenvolvedores, o equipamento reúne conceitos como retroalimentação energética, controle de frequências programáveis e uma fonte denominada pela equipe como "energia solar artificial".
O protótipo apresentado tem dimensões semelhantes às de um freezer de duas portas. A equipe também prevê versões menores e afirma que o modelo foi projetado para atender à demanda energética de oito a 15 residências, dependendo das condições de utilização.
A comercialização está prevista para março de 2027. A eventual aplicação em shows e festivais dependerá da comprovação do desempenho e da capacidade de geração do equipamento. Até o momento, não foram apresentados dados públicos suficientes para confirmar sua utilização em grandes eventos.
O projeto também faz referência a Nikola Tesla, inventor cujas contribuições para os sistemas de corrente alternada marcaram a história da eletricidade e cuja trajetória continua presente no imaginário da cultura popular.
Desenvolvido pelo Ecossistema Dakila em parceria com a S&S Tecnologia, o multigerador segue em fase de desenvolvimento, com a expectativa de ampliar suas possibilidades de aplicação nos próximos anos.
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