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Recebe Bolsa Família ou BPC e mora sozinho? Veja quando o CRAS pode visitar sua casa

A flexibilização vale até julho de 2027, mas cadastros com indícios de irregularidade ainda podem passar por verificação presencial.

10 ago 2026 - 09h06
(atualizado às 09h59)
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Quem aparece no Cadastro Único como uma família formada por apenas uma pessoa continua sujeito às ações de revisão e averiguação do governo federal. No entanto, as regras sobre visitas domiciliares mudaram recentemente e nem todo beneficiário que mora sozinho precisa obrigatoriamente receber uma equipe em casa para manter o pagamento.

Bolsa Família e BPC.
Bolsa Família e BPC.
Foto: Reprodução/Arte Portal de Prefeitura / Portal de Prefeitura

Desde julho de 2026, um acordo homologado pela Justiça Federal estabeleceu uma flexibilização temporária para as chamadas famílias unipessoais. Até julho de 2027, a falta de uma entrevista realizada no domicílio não pode, sozinha, impedir a atualização do CadÚnico ou a manutenção do Bolsa Família. No caso do BPC, a flexibilização também alcança inscrição, concessão e manutenção do benefício.

O atendimento poderá ser realizado presencialmente nos postos responsáveis pelo Cadastro Único, dependendo da situação da família.

Quando a visita continua obrigatória?

A flexibilização não acabou com as entrevistas domiciliares. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), elas permanecem obrigatórias para famílias unipessoais que buscam entrar pela primeira vez no Bolsa Família.

Também são exigidas quando o cadastro está em averiguação por indícios de irregularidade identificados por cruzamento de dados ou em procedimentos específicos de apuração.

O próprio CadÚnico informa que os registros de pessoas que declaram morar sozinhas passaram a receber atenção porque foram identificados casos em que o cidadão aparecia como família unipessoal, embora dividisse a residência com outras pessoas. Quem estiver nessa situação deve corrigir as informações.

Regra dos 16%

O Bolsa Família também mantém um limite de referência para novas famílias unipessoais. A regulamentação estabelece que esse público pode representar até 16% das famílias beneficiárias do programa em cada município. Quando a proporção é alcançada, há restrição para novas entradas, mas a regra possui exceções.

Entre elas estão indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, catadores de materiais recicláveis, famílias em situação de violação de direitos ou insegurança alimentar e outros grupos previstos pela regulamentação. Famílias que realizaram entrevista domiciliar também aparecem entre as exceções.

Portanto, o percentual de 16% não significa que benefícios já pagos sejam automaticamente cancelados quando o município ultrapassa essa marca.

Cadastro precisa ficar atualizado

Outro ponto importante é o prazo de atualização. Programas que utilizam o CadÚnico devem observar o período máximo de 24 meses para atualização cadastral. Famílias podem começar a ser convocadas antes de completar esse prazo.

No Bolsa Família, quem for convocado para revisão e não regularizar as informações dentro do prazo pode ter o pagamento bloqueado. Se a pendência continuar, poderá ocorrer cancelamento.

Para o BPC, o cadastro também precisa permanecer atualizado a cada dois anos. O INSS prevê notificações e prazos para regularização antes de medidas como suspensão ou cessação do pagamento.

A orientação é acompanhar mensagens nos aplicativos oficiais, manter endereço, renda e composição familiar corretos e procurar o posto do CadÚnico ou o CRAS quando houver convocação.

Portal de Prefeitura
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