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Qual é o pior emprego na Fórmula 1? Ex-piloto da Red Bull responde dúvida

6 jan 2026 - 13h09
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Sendo um dos esportes mais exclusivos do mundo, a Fórmula 1 possui apenas 20 assentos disponíveis no grid. O baixo nível de ofertas para muitos concorrentes levanta debates sobre as melhores posições e equipes em que um piloto pode estar, porém, para fanáticos e profissionais do esporte, esse debate possui outro lado: o "assento amaldiçoado" da Red Bull, considerado o pior da categoria.

Pérez revela detalhes sobre relação dentro da Red Bull
Pérez revela detalhes sobre relação dentro da Red Bull
Foto: Luke Hales/Getty Images / Perfil Brasil

Em entrevista a um podcast, o atual titular da Cadillac e ex-piloto da Red Bull, Sergio Pérez, abriu o jogo sobre as dificuldades que enfrentou correndo com Max Verstappen. Segundo o mexicano, a equipe revelou desde o início do contrato que os esforços do time seriam voltados ao holandês e que sua passagem pela equipe poderia ser descrita como uma corda bamba devido à preferência.

"Tínhamos equipe para dominar o esporte pelos próximos dez anos, mas infelizmente tudo acabou. Era uma equipe complicada. Ser companheiro de Max já é difícil, mas ser companheiro de Max na RBR é o pior trabalho que existe na F1. Todos se esqueceram do quão difícil é estar nesse assento. Eu sabia o que me aguardava", afirmou Pérez. 

"O projeto era feito para Max. Na primeira vez que sentei com Christian Horner (ex-chefe da RBR), ele disse: 'Olha, vamos correr com dois carros porque é obrigatório. Mas esse projeto foi criado para Max. Max é nosso talento'. Eu disse: 'Não importa. Estando aqui, vou desenvolver o carro e apoiar a equipe'", relembrou.

O piloto, hoje com 35 anos, estreou na RBR após uma vitória inédita no GP de Sakhir com a Racing Point, que foi substituída pela Aston Martin. Apesar do papel importante na disputa entre Verstappen e Lewis Hamilton pelo título de 2021 e uma disputa notável com o companheiro de equipe no ano seguinte, Pérez apresentou uma queda de desempenho em seu último ano.

Durante a temporada de 2024, o tetracampeão mundial venceu nove corridas e foi campeão, enquanto Sérgio não chegou ao pódio e terminou em oitavo no Mundial da F1. Seu contrato com a Red Bull, então, foi descontinuado e Liam Lawson foi promovido da Racing Bulls para a equipe principal.

Apesar da promoção, o jovem piloto neozelandês só durou duas corridas na temporada de 2025 antes de ser substituído por Yuki Tsunoda. Após uma performance decepcionante durante o campeonato, o japonês deixou o time. Isack Hadjar deve assumir o segundo assento da RBR em 2026.

"Na minha despedida, falei a Christian: 'O que você vai fazer quando não der certo com Liam?' Ele disse 'Temos Yuki'. Perguntei: 'O que vai fazer quando não funcionar com Yuki?'. Ele respondeu: 'Temos muitos pilotos'", revelou o piloto.

Essa não seria a primeira vez que o Sérgio Pérez discute o assunto, as críticas sempre girando ao redor do carro da RBR, assim como as de seus antecessores. O grupo de pilotos defende que os monopostos são desenvolvidos para favorecer Verstappen e seu estilo de pilotagem em detrimento dos colegas de equipe.

Anteriormente, o antigo chefe da Red Bull, Christian Horner, já admitiu que os carros são um desafio para os companheiros de equipe de Verstappen. Enquanto isso, o campeão já afirmou preferir veículos com a dianteira mais forte e a traseira mais estável, porque não gosta quando o monoposto sai de frente e os considera mais lentos.

Alex Albon, antigo companheiro de equipe de Verstappen, também já falou sobre o estilo de pilotagem do holandês: "O carro é o que é. Max tem um estilo de direção bastante singular, não é fácil se dar bem com ele. Todo mundo tem um; eu diria que o meu é um pouco mais suave, mas gosto de um carro que tenha uma boa dianteira, portanto, bastante afiado e direto. O Max também, mas o nível de agilidade e direção dele é totalmente diferente."

"Para dar às pessoas uma noção melhor: quando você aumenta a sensibilidade (em um jogo de computador) ao máximo e move o mouse, e ele fica correndo por toda a tela, é mais ou menos assim. Ele se torna tão nítido que deixa você um pouco tenso", concluiu Albon.

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Um post compartilhado por Checo Pérez (@schecoperez)

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