Rebanho de gado fica ilhado em Goiana (PE) após rio transbordar com chuvas
As enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Norte de Pernambuco deixaram um rebanho de gado isolado em uma área cercada pela água do Rio Goiana.
As enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Norte de Pernambuco deixaram um rebanho de gado isolado em uma área cercada pela água do Rio Goiana. Os animais permaneciam ilhados na manhã desta segunda-feira, 29 de junho, à espera de um resgate.
Imagens gravadas no local mostram dezenas de bovinos reunidos em um pequeno trecho de terra que resistiu ao avanço da inundação. Sem rota de fuga, o grupo ficou cercado pela água após o rio transbordar durante o fim de semana.
A Secretaria de Agricultura e Proteção Animal de Goiana informou que mantém contato com os proprietários do rebanho para definir a estratégia de retirada dos animais em segurança.
O município foi um dos mais castigados pelo temporal. Em apenas 24 horas, o acumulado de chuva ultrapassou 110 milímetros, provocando o transbordamento do Rio Goiana e alagando diversos bairros. Em algumas áreas, imagens aéreas mostram que apenas os telhados das residências permanecem visíveis acima da água.
As enchentes também obrigaram centenas de moradores a deixarem suas casas. Famílias afetadas foram encaminhadas para cinco escolas municipais transformadas em abrigos temporários.
Situação de emergência
Diante da gravidade da situação, a prefeitura prorrogou por mais 30 dias o decreto de situação de emergência, inicialmente publicado em maio após outro episódio de fortes chuvas.
Enquanto a cidade tenta se recuperar, a distribuição de ajuda humanitária continua. Nesta segunda-feira, Goiana recebeu um novo lote de materiais para atendimento às vítimas, incluindo 700 colchões, 1.400 lençóis, 400 kits de higiene e 400 kits de limpeza.
Segundo o balanço mais recente, Goiana contabiliza 481 pessoas desabrigadas e 900 desalojadas. Outros municípios da Mata Norte também registram impactos das chuvas. Em Timbaúba, há 13 desabrigados e 1.578 desalojados; Macaparana soma 29 desabrigados; Vicência registra 60 desalojados; e São Vicente Férrer, cinco pessoas precisaram deixar suas residências temporariamente.
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