El Niño está de volta: aquecimento no Oceano Pacífico ameaça quebrar novos recordes térmicos
Agência dos EUA oficializa retorno do fenômeno climático com risco de severidade histórica até o fim do ano
A Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos Estados Unidos, oficializou a formação do El Niño no Oceano Pacífico. Os modelos meteorológicos indicam uma tendência de ampliação do evento nos próximos meses, com chances elevadas de que ele atinja patamares de severidade históricos até o encerramento do ano.
O último relatório da agência climática estima em 60% a probabilidade de o fenômeno se manifestar com forte intensidade no segundo semestre. A projeção converge com os avisos da Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, que já projetava o início do ciclo para este mês de junho, estipulando uma força de nível moderado a muito forte sob a gestão da secretária-geral Celeste Saulo.
O mecanismo do El Niño baseia-se na elevação incomum das temperaturas da superfície do Pacífico Equatorial. Essa dinâmica altera o fluxo de umidade na atmosfera e modifica o regime de chuvas e calor em escala mundial. Em seu período anterior, o aquecimento global foi potencializado pelo fenômeno, consolidando o ano de 2024 como o mais quente já registrado no planeta.
Previsibilidade e atenção redobrada no Rio Grande do Sul
Por se tratar de uma oscilação climática rastreável com meses de antecedência, órgãos internacionais preconizam que os países estruturem defesas civis e planos de contingência imediatamente.
No cenário brasileiro, a preocupação central concentra-se no Rio Grande do Sul. Como o território gaúcho ainda enfrenta a reconstrução de infraestruturas afetadas pelas cheias severas de 2024, a fragilidade do solo e das cidades é maior. Especialistas apontam que, embora o comportamento do clima não siga um roteiro repetitivo, o surgimento de um novo ciclo severo eleva o risco de tempestades, enchentes e ciclones no estado.
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