Calor de até 42°C chega ao Nordeste mas litoral enfrenta chuvas; veja previsão
As temperaturas elevadas no interior do país são resultado do fenômeno Veranico, uma massa de ar quente e seco sobre essa região.
O Nordeste entra nesta quarta-feira, 12 de agosto, em um cenário marcado por forte contraste entre calor intenso no interior e chuva mais frequente na faixa litorânea. Um novo veranico passa a atuar sobre parte do Brasil e deve elevar as temperaturas em vários estados nordestinos ao longo dos próximos dias.
Segundo a Climatempo, o episódio deve persistir inicialmente até a próxima quarta-feira, 19 de agosto. No Nordeste, as áreas mais afetadas pelo calor ficam principalmente no sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia.
Nessas regiões, as temperaturas devem ficar pelo menos 3°C acima da média de agosto. Em alguns pontos, a diferença pode chegar a 5°C.
O calor mais intenso é esperado no sul do Maranhão e no Piauí, onde os termômetros podem variar entre 40°C e 42°C. No oeste da Bahia, as máximas devem ficar entre 36°C e 39°C.
Teresina também aparece entre as capitais que podem registrar novos recordes de temperatura em 2026 durante esse período.
Pernambuco terá cenário diferente no litoral
Enquanto o interior nordestino enfrenta tardes mais quentes e secas, a faixa litorânea permanece sob influência de umidade e instabilidades.
Em Pernambuco, a tendência é de maior presença de nuvens e possibilidade de chuva, especialmente nas áreas próximas ao litoral. A previsão indica que as precipitações podem ganhar força entre Pernambuco e Alagoas, enquanto o maior risco de temporais nesta quarta-feira se concentra entre o litoral norte da Bahia e Sergipe.
Na quinta-feira, 13 de agosto, a chuva continua principalmente entre Bahia, Sergipe e o sul de Alagoas.
Os ventos também podem chamar atenção em parte do Nordeste. As rajadas devem alcançar cerca de 50 km/h em uma área extensa da região e podem chegar a 70 km/h em pontos do interior da Bahia e do Piauí, além do litoral do Rio Grande do Norte.
Ar seco aumenta risco de incêndios
O veranico é provocado pela atuação de uma massa de ar quente e seco sobre o interior do país. Esse sistema reduz a formação de nuvens, favorece períodos mais longos de sol e dificulta a entrada de massas de ar frio.
Com isso, além das temperaturas elevadas, a umidade relativa do ar deve cair em diversas áreas. A combinação entre calor, tempo seco e vento aumenta o risco de propagação de incêndios e exige atenção redobrada, principalmente no interior do Nordeste.
Apesar das temperaturas elevadas, o fenômeno ainda é classificado como veranico, e não como onda de calor. Isso ocorre porque o calor mais intenso não deve permanecer com a mesma força por pelo menos cinco dias consecutivos em todas as regiões afetadas.
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