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Por que Trump trava as exportações e empurra PMEs brasileiras para crise de crédito?

7 ago 2025 - 13h42
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A tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros coloca em risco 56,6% das exportações do Brasil para os Estados Unidos. Em valores, isso representa cerca de US$ 9,4 bilhões em um ano. Mesmo com exceções pontuais, o impacto compromete cadeias produtivas, derruba a confiança de investidores e ameaça empregos. Pequenas e médias empresas sentem o peso da medida de forma mais aguda, com contratos cancelados, dificuldade para acessar crédito e pressão no caixa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Foto: depositphotos.com / thenews2.com / Perfil Brasil

O próprio governo brasileiro reconhece os efeitos negativos da nova tarifa. Entre os principais reflexos estão a elevação da inflação, o aumento do desemprego e a deterioração de um cenário já marcado por incertezas fiscais e juros altos.

FIDCs ganham destaque como alternativa à falta de crédito

Segundo Leandro Turaça, sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos, as empresas afetadas operam com margens reduzidas e pouca folga financeira. "A imposição de tarifas nesse nível empurra parte relevante da cadeia para uma situação-limite: contratos suspensos, quebra de fluxo de caixa e uma corrida por crédito emergencial num ambiente que já é seletivo. Sem acesso rápido a instrumentos fora do sistema bancário tradicional, como FIDCs, o risco de inadimplência e demissões em massa se torna real, especialmente entre pequenas e médias exportadoras. É uma crise de liquidez com reflexo direto no chão de fábrica", afirma.

Frente a esse cenário, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgem como solução emergencial. Apenas no primeiro semestre de 2025, essa via movimentou R$ 28,8 bilhões. O setor tem hoje um patrimônio de R$ 687 bilhões, com projeção da Ouro Preto para atingir R$ 2,8 trilhões até 2030. A modalidade se consolida como uma das principais ferramentas para manter o crédito empresarial vivo fora do sistema bancário.

Empresas também buscam outras alternativas para sobreviver à crise. A antecipação de recebíveis por meio do mercado de capitais garante liquidez rápida e reduz o risco de calote. Negociações com cláusulas cambiais vêm sendo utilizadas para conter os efeitos da alta do dólar. Também cresce a prática da dolarização parcial das receitas, protegendo margens em contratos internacionais. Outro movimento estratégico é a diversificação de mercados, com atenção especial para América Latina, Oriente Médio e África, regiões que ganham importância como contraponto ao eixo tradicional EUA-China.

A Ouro Preto Investimentos, com 15 anos de atuação, lidera o setor de estruturação de FIDCs no Brasil. A gestora administra mais de R$ 12 bilhões em ativos, distribuídos entre 130 fundos. São cerca de 250 milhões de operações de crédito por dia, atendendo desde investidores de varejo até profissionais e qualificados. A empresa estrutura entre cinco e sete novos FIDCs mensalmente para companhias de diversos setores da economia.

O corpo técnico da gestora acumula mais de 25 anos no mercado financeiro. João Baptista Peixoto, fundador, é especialista em produtos financeiros e autor de estudo sobre o mercado de FIDCs no país. Integra também o comitê da Anbima de FII e FIDC. Já Leandro Turaça tem passagens pela Real Corretora e pelo grupo Conquista, além de atuação no Economus, fundo de pensão ligado ao Grupo Camargo Corrêa.

Reconhecida pelo mercado, a gestora recebeu prêmios em 2019 com o fundo multimercado Ouro Preto FIC FIM CP. O produto manteve cinco estrelas por cinco anos seguidos, sendo eleito o melhor da categoria risco-retorno por veículos especializados.

Perfil Brasil
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